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Polícia Federal investiga policiais suspeitos de ligação com facção no Rio

Operação apura venda de armas, vazamento de informações sigilosas e movimentação de mais de R$ 100 milhões

Polícia
Por Redação
7 de outubro de 2026 - 7h51

Foto: Polícia Federal/ Divulgação

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (7) uma operação para investigar um grupo suspeito de manter ligação com uma facção criminosa que atua no Complexo de Israel, na zona norte do Rio de Janeiro. Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão.

Entre os investigados estão um policial civil, um policial militar e ex-agentes de segurança. A Operação Magen é realizada pela PF, por meio do Grupo de Investigações Sensíveis (GISE), em conjunto com o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio (MPRJ).

Segundo as investigações, o grupo mantinha uma estrutura destinada à obtenção, transporte e comercialização clandestina de armamentos. Entre os produtos negociados estavam fuzis de uso restrito, pistolas, revólveres, carregadores e munições.

A PF identificou indícios de que os investigados teriam fornecido diretamente à principal liderança criminosa do Complexo de Israel pelo menos dez fuzis AR-15.

Os policiais e ex-policiais também são suspeitos de utilizar acessos a sistemas restritos da Administração Pública para repassar informações sigilosas à organização criminosa. Entre os dados estariam mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e informações sobre operações policiais em andamento.

De acordo com a investigação, o vazamento permitia que criminosos fossem avisados sobre ações das forças de segurança e evitassem abordagens e prisões. Os dados também teriam sido utilizados em investigações clandestinas voltadas à extorsão de outros criminosos.

A PF apura ainda um esquema de lavagem do dinheiro obtido com as atividades ilegais. Por meio de empresas de fachada e contas pessoais, mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados em um período de quatro anos.

Com informações da Agência Brasil