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Tudo (e qualquer coisa) para subir a rampa

Corrida presidencial mostra que no Brasil não há diferença entre popular, popularesco e eleitoreiro. Empate 42%/42% da Quaest confirma isso.

Guilherme Belido Escreve
Por Guilherme Belido
28 de setembro de 2026 - 19h15

Não por acaso a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (28) — a mais recente desde que o presidente Lula da Silva ‘resolveu’ proibir o funcionamento das bets no País — mostra que o petista e o senador Flávio Bolsonaro estão numericamente empados em 42% numa simulação de 2º turno.

Para além dos múltiplos escândalos e investigações que batem em ambos os candidatos (com Lula em ‘vantagem numérica’ neste ‘quesito’), está a forte presença eleitoreira do governo em anunciar medidas restando dias para o 1º turno. Possivelmente por esse motivo o número de eleitores indecisos se mantenha quase inalterado. Ninguém sabe pra onde correr.No dia 17 último o Planalto anunciou aumento de 15% no valor do Bolsa Família — por ‘coincidencia’ a menos de três semanas da eleição de 4 de outubro. Na sexta passada (25) o governo decidiu, por MP, acabar com as bets no Brasil.A medida afigura-se acertada. Mas deveria ter sido tomada no início do mandato, lá em 2023/24, ou após a eleição. Mas agora, de repente, difícil não enxergar a intenção puramente eleitoreira.

No próximo domingo o Brasil dá início à escolha de seu próximo presidente — na hipótese de que não seja definida já no 1º turno — em meio a mais grave crise político-institucional dos últimos 40 anos, desde a redemocratização.

Nem projetos, nem políticas públicas ou plataformas de governo. ‘Excusez-moi’, mas o cenário da eleição 2026 está pautada sob trapaças e mentiras. Em denúncias de corrupção e investigações que se espalham aos 4 cantos da República.

Infenso à mais rudimentar noção de moralidade, os criminosos tentáculos do Master empurraram um País já então sobre forte pressão a ter que suportar o maior escândalo financeiro de sua história.

Neste particular, uma fraude que não se limitava às transações ilícitas intramuros, mas se estendia a uma abjeta rede de contatos montada por Vorcaro a partir de oferta de jatinhos, de festas privadas, de viagens, do aliciamento de servidores públicos, de contratos advocatícios mais que suspeitos, de lavagem de dinheiro, e — pasmem — de mensagens reveladas pela PF supostamente endereçadas ao ministro Alexandre Moraes, com “consultas” de como as coisas poderiam ser resolvidas; se havia possibilidade de neutralizar aqui ou ali e, até mesmo, se deveria fugir — lançaram o Brasil num verdadeiro abismo quando a eleição do próximo presidente da República está às portas.

O levantamento do sigilo dessas investigações da PF, feitas há poucas semanas, colocaram o próprio STF à beira da desonra. Sem outra saída, realizou sessão extraordinária para votar se investigaria ou não o ministro Moraes face ao que emergiu dos relatos. Mas levantadas questões de ordem, infindáveis apartes, manipulação do regimento e… não se cumpriu o propósito da sessão, que era a votação.

A crise generalizada alcançou o ápice. O alarmante momento financeiro; a recém-revelada tentativa de contato de Flávio Bolsonaro com Vorcaro a 4 dias da prisão do ex-banqueiro; do suposto envolvimento do filho do presidente em diferentes ilegalidades; do ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner, atolado com o Master até o pescoço; da suspeição de envolvimento do ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio, também em esquemas ilegais. E por aí segue… Coisas de terceiro mundo!