

Notas de fechamento de lojas são divulgadas com pesar, mas enquanto umas fecham outras abrem. A coluna deu no domingo passado que uma representante de dois veículos chineses estava chegando a Campos. Pois bem, as obras da nova concessionária começaram exatamente logo após. E outra concessionária será aberta até dezembro.
O varejo de Campos enfrenta mais uma notícia preocupante. Duas lojas de redes nacionais estão próximas de encerrar suas atividades no município. O detalhe é que nenhuma delas está localizada no chamado Centro Histórico. A informação mostra que a dificuldade enfrentada pelo comércio não se limita à região central. O momento exige atenção e novas estratégias para o varejo, que precisa se adaptar rapidamente às transformações do mercado.


Está quase tudo pronto para a 4ª edição da J3 Run Fest, em setembro, que já se consolidou como a maior corrida de rua da região. O evento ganhou espaço no calendário esportivo do Estado do Rio de Janeiro e reune atletas de diferentes municípios e estados. Mais que uma competição, a corrida movimenta comércio, serviços e turismo. É um evento que projeta Campos e fortalece o esporte local. A cada edição, a J3 Run cresce em estrutura e participação. O desafio agora é manter esse ritmo e ampliar ainda mais sua presença no calendário esportivo regional. A expectativa é de uma prova marcada pela organização e pela participação do público.


O abacaxi está se tornando uma boa alternativa para o produtor rural de Campos. O município já ocupa a terceira posição entre os maiores produtores da fruta no Estado do Rio de Janeiro. Cerca de 1,5 mil produtores estão envolvidos com a cultura. O crescimento mostra que existe espaço para ampliar a produção e melhorar a renda no campo. Com tecnologia, organização e acesso a novos mercados, a atividade pode avançar ainda mais. O abacaxi já é uma realidade importante do agronegócio campista e pode ganhar ainda mais força nos próximos anos. É uma cultura que merece atenção dentro da estratégia de diversificação da produção rural.

O descomissionamento de plataformas da Bacia de Campos continua movimentando a economia regional. A P-37 acaba de atracar para iniciar sua etapa de desmontagem. O processo envolve uma cadeia de empresas especializadas e abre oportunidades para fornecedores de diferentes áreas. Campos e região precisam ampliar sua participação nesse mercado. O descomissionamento tende a ganhar importância nos próximos anos. É uma oportunidade para transformar uma etapa da indústria do petróleo em novos negócios, investimentos e empregos para a região. O desafio está em preparar empresas e mão de obra local para atender às demandas desse novo ciclo da indústria.


O projeto de implantação de um laboratório de genética bovina entre Campos e São Fidélis ficou para 2027. A proposta pode representar um avanço importante para a pecuária regional. A genética animal permite melhorar a qualidade dos rebanhos e aumentar a produtividade. Um laboratório especializado também pode atrair produtores e novos investimentos para a região. Campos possui tradição na pecuária e uma estrutura rural que favorece a iniciativa. O projeto merece acompanhamento do setor produtivo e pode colocar a região em posição de destaque no agronegócio nacional. A expectativa é de que a iniciativa ajude a aproximar produtores, pesquisadores e empresas especializadas.


As últimas ressacas voltaram a expor um problema antigo dos pescadores do Farol de São Thomé. Para colocar os barcos no mar ou retirá-los da água, muitos precisam contar com tratores. As imagens ganharam as redes sociais e chamaram atenção para a dificuldade enfrentada pela comunidade pesqueira. O problema não é apenas operacional. Envolve segurança, produtividade e renda para dezenas de trabalhadores. A pesca precisa de uma infraestrutura adequada para continuar a crescer e preservar uma atividade tradicional da economia de Campos.
Setembro já bate à porta e o calendário econômico começa a apontar para o fim de 2026. A avaliação no setor empresarial é de que o ano deve terminar sem grandes avanços para a economia de Campos. O olhar, entretanto, já está voltado para 2027. Pelo menos dois grandes projetos estruturantes estão no radar e podem mudar essa perspectiva. O desafio será transformar expectativas em investimentos concretos. Campos precisa estar preparado para aproveitar esse possível novo ciclo e criar condições para que novos empreendimentos cheguem ao município. A articulação entre poder público e iniciativa privada será fundamental para transformar projetos em resultados.


Campos já conta com mais de 20 eletropostos para recarga de veículos elétricos e ocupa a sétima posição no Estado nesse serviço. O número mostra que a mobilidade elétrica começa a ganhar espaço também no município. A expectativa é de crescimento da frota e, naturalmente, da procura por pontos de recarga. O setor abre oportunidades para novos negócios e serviços. A expansão dessa infraestrutura será importante para acompanhar a mudança no perfil dos veículos. O número de equipamentos de recarga em residências é bem maior em Campos.