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Filhos de professora assassinada pelo ex-marido prestam depoimento no primeiro dia do júri em Campos

Julgamento de policial aposentado acusado de matar ex-mulher em 2022 começou nesta quarta em Campos

Campos
Por Redação
12 de agosto de 2026 - 13h19
Audiência de instrução e julgamento acontece no Fórum Maria Tereza Gusmão — Foto: Silvana Rust

Começou por volta das 11h desta quarta-feira (12), no Fórum Maria Tereza Gusmão Andrade, em Campos dos Goytacazes, o julgamento de José Ricardo da Silva Ribeiro, policial civil aposentado acusado de matar a tiros a ex-mulher, a professora Luanda Bittencourt Ribeiro, de 46 anos. O crime aconteceu em fevereiro de 2022, no Centro de Campos. Não foi permitido à imprensa fazer imagens durante o julgamento.

Alícia e Davi Bittencourt foram ouvidos logo no início da sessão, no Salão do Júri, e relembraram a personalidade da mãe, descrita por eles como uma presença constante e fundamental em suas vidas.

“A história da minha mãe é de alguém que se anulava em prol da família. Sempre fez de tudo para dar uma boa criação para mim e meu irmão e ajudava meu pai nas questões dele. Foi uma mãe muito presente. Preocupada com nossa vida, com nosso futuro e ela também sempre apoiou muito a gente nas nossas ideais, qualquer sonho que a gente tivesse. Uma pessoa muito jovem, gostava de treinar, fazer dieta, era ativa, extrovertida, sempre teve ali seus hobbies, frequentava a igreja, cantava. Sempre nos apoiava e estava ali do lado”, afirmou Alícia.

Davi também falou sobre a mãe e afirmou que não consegue apontar aspectos negativos de sua personalidade.

“Ela foi o ser humano que conheci que mais chegou perto da perfeição para mim. Não tem nada de negativo para falar dela. Era incrível, carinhosa, me apoiava em várias coisas. Fiquei órfão com o que aconteceu. A gente perde esperança no futuro”, declarou.

Em seus depoimentos, ambos destacaram que José Ricardo sempre foi uma pessoa agressiva. Não só com esposa e filhos, mas com várias outras pessoas. Sempre partia para agressão verbal e ameaça patrimonial.

Crime

Luanda foi baleada pelo então ex-marido no dia 3 de fevereiro de 2022, em um estacionamento localizado na Rua 13 de Maio, no Centro de Campos. Após os disparos, José Ricardo fugiu do local. Ele foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma abordagem na BR-101, em Casimiro de Abreu.

Luanda permaneceu internada por 23 dias no Hospital Ferreira Machado (HFM), mas morreu em 27 de fevereiro, em decorrência dos ferimentos.