

Campos dos Goytacazes segue sem voos comerciais desde março de 2025. Na avaliação do subsecretário municipal de Turismo, Edvar Chagas Júnior, um dos principais fatores para esse cenário é o modelo de concessão do Aeroporto Bartolomeu Lisandro, firmado em 2019.
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Segundo ele, o contrato, com duração de 29 anos e seis meses, foi celebrado durante a gestão do ex-prefeito Rafael Diniz com uma empresa que, em sua avaliação, não possui a mesma experiência de grandes operadores aeroportuários internacionais.
“O principal problema do Aeroporto Bartolomeu Lisandro está no modelo de concessão adotado em 2019. Foi firmado um contrato de longo prazo com uma empresa que não possui a mesma experiência e expertise de grandes operadores aeroportuários internacionais”, afirmou.
Como comparação, Evdar cita a administração do Aeroporto de Macaé, operado pela Zurich Airport Brasil. Segundo ele, a atuação da empresa vai além da gestão da infraestrutura, incluindo a captação de novas rotas, o relacionamento com companhias aéreas e o desenvolvimento econômico dos terminais. Ele também menciona a Aena, considerada uma das maiores administradoras aeroportuárias do mundo, como exemplo de gestão voltada para a expansão da conectividade.
Para o subsecretário, Campos reúne características que justificam uma administração com maior capacidade de atrair investimentos e ampliar a oferta de voos. “Pela sua importância regional, pelo potencial econômico do Norte Fluminense e pela necessidade de ampliar sua conectividade aérea, Campos merece uma gestão aeroportuária com experiência comprovada no setor. Mais do que administrar pistas e terminais, é preciso ter capacidade de atrair investimentos, ampliar a oferta de voos e transformar o aeroporto em um instrumento de desenvolvimento para a cidade e toda a região”, declarou.
Na área do turismo, Evdar defende que o município analise experiências adotadas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos citados estão Vitória, Salvador e Natal, que, segundo ele, conseguiram aliar o crescimento do número de passageiros, a atração de novas rotas e o fortalecimento do turismo regional.