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Clima frio e locais fechados favorecem transmissão de vírus e acentuam alergias

É fundamental manter os cuidados preventivos em dia para proteger a saúde, principalmente de crianças e idosos

Saúde
Por Redação
23 de junho de 2026 - 18h00
Foto: Kelly Maria/Divulgação PMCG

Com a chegada oficial do inverno no último domingo (21), a médica alergista no Programa de Assistência ao Paciente com Asma e Rinite (Proapar), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Débora Baranets, recomenda atenção redobrada com as doenças respiratórias. Como as temperaturas baixas e o hábito de manter ambientes fechados favorecem a transmissão de vírus como gripes, resfriados e Covid-19, além de acentuar processos alérgicos, é fundamental manter os cuidados preventivos em dia para proteger a saúde, principalmente de crianças e idosos.

A especialista explica que as doenças respiratórias e alérgicas no inverno ocorrem devido ao ar frio e seco, que é um fator irritante para as vias aéreas. Mudanças bruscas de temperatura também reduzem a imunidade, pois o corpo gasta muita energia para se adaptar. Ela aponta que os sinais e sintomas podem ser confundidos, e saber diferenciá-los ajuda a orientar o diagnóstico.

“Embora os sintomas se sobreponham, existem características específicas de cada patologia. Resfriado, por exemplo, geralmente é mais brando e com sintomas nasais e na garganta. Causa espirros, coriza, obstrução nasal e dor de garganta leve. A febre é rara, e os sintomas duram poucos dias. A gripe, no início, costuma ser súbita. Provoca febre alta, dor de cabeça, dor muscular intensa, cansaço extremo e tosse seca. Já a alergia (rinite) não é causada por vírus, portanto não há febre. Desencadeada por alérgenos (ácaros, pelos, penas, pólens, fungos), causa espirros em salva, coriza, obstrução nasal e muita coceira no nariz, olhos, ouvidos ou garganta. Enquanto a Covid-19 apresenta sintomas que variam de leves a críticos. Os mais comuns incluem febre, tosse seca e fadiga. Pode ocorrer a perda súbita de olfato e paladar. Pode ocasionar quadros de insuficiência respiratória”, pontuou.

Algumas infecções do trato respiratório podem evoluir para quadro graves, o que requer maior atenção e atendimento de urgência. “Deve-se procurar um pronto-socorro imediatamente em caso de falta de ar; respiração acelerada ou desconforto ao respirar; dor, aperto ou pressão persistente no peito; lábios ou rosto com coloração arroxeada (cianose); febre alta por mais de 3 dias ou persistente; confusão mental, sonolência excessiva ou fraqueza extrema”, enumerou.

Para sintomas simples, Débora ressalta que o tratamento é focado no alívio (antitérmicos ou analgésicos), sempre com orientação profissional. “Mantenha-se muito bem hidratado (água, chás, sopas) para fluidificar as secreções. Além disso, é importante ter uma alimentação adequada. Fazer limpeza nasal com soro fisiológico sem conservantes regularmente também ajuda a descongestionar. No mais, faça repouso para a recuperação do corpo, e evite automedicação”, aconselhou.

Prevenção
A especialista reforça que a melhor forma de prevenção é a vacinação. Ela também informa que a higiene das mãos é indispensável para a prevenção da transmissão de vírus respiratórios e por doenças causadas por bactérias, fungos e outros vírus.

“Devemos manter a vacinação atualizada, ter um bom controle do ambiente (arejar a casa e local de trabalho, mesmo nos dias frios), evitar aglomerações, manter uma boa hidratação e lavar as mãos com frequência. Para os alérgicos, o recomendado é evitar ambientes fechados e com aglomerações, evitar a exposição direta ao ar frio, lavar as roupas de frio guardadas há bastante tempo, antes de usá-las, além de evitar poeiras, mofos, fumaças e odores fortes. O umidificador é recomendado, mas com ressalvas. O aparelho não deve ficar ligado a noite toda, para evitar a proliferação de mofo e ácaros. Como usar: ligue o aparelho de três a quatro horas antes de dormir e desligue-o na hora de deitar. Uma alternativa simples é colocar uma toalha molhada ou uma bacia com água no quarto”, orientou.

A operadora de caixa Letícia Pessanha, 31 anos, vem acompanhando a filha Analis, de 8 anos, durante o tratamento de asma e rinite alérgica. “Ela já está há mais de um ano aqui no programa (Proapar). O atendimento é excelente. A doutora (Débora) é extremamente competente e, graças a Deus, as crises pararam. Só tenho a agradecer”, disse.

Atenção redobrada
Pacientes portadores de asma brônquica e/ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) devem ter atenção redobrada durante o inverno. “O ar frio causa broncoconstrição (contração dos brônquios), o que torna o inverno uma época de alto risco para crises. Os pacientes devem seguir rigorosamente a medicação de controle prescrita pelo seu médico, mesmo sem sintomas e evitar a exposição ao ar frio. Se precisar sair na rua com temperaturas muito baixas, use agasalhos adequados”, finalizou a alergista.

Fonte: Prefeitura de Campos