

O pré-candidato a deputado estadual Thiago Virgílio (Podemos) afirmou nesta quinta-feira (4) que participou das reuniões que definiram a retirada de espaços políticos de quem não caminhou dentro do projeto do grupo que comanda a Prefeitura de Campos. A declaração foi feita nas redes sociais nesta manhã em meio à crise aberta após o rompimento com os vereadores Leon Gomes (PDT) e Marquinho do Transporte (DC) da base governista. Mais de 70 exonerações feitas pelo prefeito Frederico Paes (MDB) tiveram ligação direta com as Eleições 2026.
Segundo Thiago, a decisão não foi individual e envolveu diretamente as principais lideranças do grupo político. Ele disse que participou das reuniões e votou a favor da medida. “Foi decidido que quem não caminhasse dentro desse projeto perderia espaço dentro da máquina, dentro da prefeitura. Isso é política”, afirmou.
Na fala, Thiago Virgílio também citou que a decisão contou com a participação do prefeito Frederico Paes (MDB), do ex-prefeito Wladimir Garotinho (PL), além do presidente da Câmara, Fred Rangel (PP), e do líder do governo da Câmara Dudu Azevedo (Republicanos). “Outros colegas podem ficar à vontade para dizer se participaram ou não. Não dá para deixar isso no colo de uma pessoa só”, declarou.
Exonerações e eleição
A manifestação ocorre após exonerações publicadas no Diário Oficial, que atingiram cargos ligados a ambos os vereadores da base. Para Thiago, o processo foi resultado de uma decisão política coletiva, alinhada ao projeto eleitoral do grupo.
A reportagem já havia apurado (aqui) a existência de uma direção determinada na base do governo municipal para apoiar Bruno Dauaire (União) e Thiago Virgílio a deputado estadual e Wladimir para federal. Com isso, Leon acabou afastado do grupo. O J3 antecipou o anúncio de sua saída da base na sessão dessa quarta-feira (3) na Câmara.
“Com os cargos exonerados, logicamente eu entendo que estou sendo retirado da base e vou anunciar. Isso é uma forma de tirar. É uma decisão unilateral tomada por Wladimir. Essa saída se deve pelo fato de eu não retirar minha pré-candidatura e mão deixá-lo como candidatura exclusiva só dele. Gratidão abaixo de zero, após seis anos de lealdade. A escolha dele foi jogar fora quem sempre segurou sua mão. Não é sobre grupo, é sobre ego”, destacou Leon ao jornal.
Com sua pré-candidatura a deputado estadual mantida sem apoio da base governista, Marquinho do Transporte teve todo o seu grupo político exonerado da Empresa Municipal de Habitação (EMHAB).
O vereador se posicionou duramente sobre a atitude que o afastou da base de governo na Casa de Leis do município.
“Uma tremenda covardia o que foi feito. Fui com Wladimir até o final e ele jogou fora 4.232 votos, porque mandou o meu grupo todo embora. Eles decidiram que quem não apoiasse os candidatos da máquina, estaria fora do governo. Não tive sequer a chance de me posicionar. Então, hoje eu vim falar aqui no plenário: todos vocês que foram mandados embora da Prefeitura, saibam que os culpados são Wladimir e os candidatos da base”, destacou Marquinho. E acrescentou:
“Pois bem, hoje eu mantenho minha candidatura, mas fora da base. Acho que na verdade a máquina nunca me aceitou”, finalizou.