

A decisão do governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, de mexer no formato do programa Segurança Presente é tão necessária quanto a existência deste tipo de policiamento de perímetros.
Se a intenção é despolitizar o Segurança Presente, colocando-o hierarquicamente sob o guarda-chuva da Polícia Militar, está perfeito. Seria um equívoco grave desmontar essa estrutura, que mesmo tendo em sua raiz um viés político, passou a ser um dos grandes acertos da segurança pública no estado.
Esse projeto nasceu no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, a pedido dos comerciantes para garantir a sensação de segurança dos frequentadores do local. Deu certo, e o programa foi estendido para outros bairros da capital e também para cidades do interior.
Campos foi uma das primeiras cidades fora da região metropolitana a receber uma base do Segurança Presente, que exibe estatísticas relevantes, sendo um exemplo de polícia de aproximação e agindo com rigor quando necessário.
A transferência do programa Segurança Presente da Secretaria de Governo para a Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Polícia Militar é acertada. Corrigindo um erro em sua raiz.
Neste momento de mudanças na política institucional do governo do estado do Rio e também na sua política de segurança pública, a expectativa é de que o programa seja preservado e os resultados alcançados em Campos possam servir de exemplo quanto a necessidade de sua existência.
Retirando toda a gordura política que o programa possa ter, sua existência torna-se necessária. Sua extinção resultaria em uma ausência que certamente será sentida — e isso seria um erro.