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Instituto Histórico com nova direção e velhos desafios

A históriadora Graziela Escocard assumiu a presidência do Instituto Histórico e Geográfico de Campos em março

Campos
Por Yan Tavares
26 de abril de 2026 - 0h04
Expectativa|Diretoria foi empossada no fim de março (Fotos: Divulgação)

Ser uma instituição mais ativa, acessível e conectada com a sociedade. Esse é o lema da nova gestão para o futuro do Instituto Histórico e Geográfico de Campos Goytacazes (IHGCG). A atual diretoria, empossada no fim do mês de março deste ano, tem a historiadora e pós-doutoranda em museologia, Graziela Escocard, na presidência, com Neila Ferraz como vice-presidente.

“Queremos ampliar o acesso ao conhecimento histórico, aproximando o Instituto das escolas, universidades e da população em geral, por meio de ações educativas, eventos abertos, produção de conteúdo e fortalecimento da presença institucional nos meios de comunicação e nas redes sociais”, pontua Graziela Escocard.

E acrescenta: “Também vamos investir na valorização dos nossos confrades, que são pesquisadores regionais atuantes, incentivando a produção e a difusão de estudos sobre Campos e sua região”, complementa.

Em seus primeiros dias como presidente do IHGCG, Graziela, que também é diretora do Museu Histórico de Campos desde 2013, comenta ainda sobre a falta de investimento na área da cultura e especialmente na preservação do patrimônio histórico da cidade:

“Sabemos que estamos encarando uma missão desafiadora. Assumimos o Instituto em um contexto de limitações, marcado pela falta de investimentos e pela pouca atenção histórica dedicada à preservação do patrimônio local. Isso impacta diretamente em instituições como a nossa, que desempenham um papel fundamental na construção da identidade e memória coletiva”, enfatiza.

Graziela Escocard

Apesar do panorama crítico permanente, a nova presidente do Instituto Histórico e Geográfico da cidade afirma que não vê a situação como impeditivo para avançar:

“Entendemos que esse cenário não nos paralisa.  Ao contrário, nos convoca. Nosso compromisso é buscar parcerias, ampliar o diálogo com o poder público e a iniciativa privada, e mobilizar a sociedade para reconhecer a importância da memória e da cultura como pilares do desenvolvimento. Eu e a minha vice-presidente acreditamos que preservar a história de Campos é também projetar o seu futuro. E é com esse entendimento que iniciamos nossa gestão: responsabilidade, consciência dos desafios e, sobretudo, disposição para construir caminhos possíveis”, conclui Grazi Escocard.

Hoje, o Instituto Histórico e Geográfico de Campos não tem sede própria. O planejamento da nova gestão é alinhar uma parceria com a Casa de Cultura Villa Maria (Casa de Cultura da Uenf), para realização das reuniões da entidade.

A história
O Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes (IHGCG) foi fundado em 19 de junho de 1980, por um grupo de estudiosos de história do município. De acordo com o historiador Genilson Soares, a história começa tendo à frente o jornalista Nilo Terra Arêas e o médico Almeida Gusmão, primeiro presidente da entidade. “A sede provisória era na Academia Pedralva Letras e Artes, no Palácio da Cultura”, relembra Genilson. Ele destaca ainda passagens importantes da entidade, resgatando a primeira paralisação nas atividades por quase 10 anos, e a mais longa, de quase duas décadas:

“Em 19 de julho de 1982, Nilo Terra Arêas foi eleito como segundo presidente da Instituição, mas faleceu em 13 de outubro do mesmo ano e o Instituto interrompeu suas atividades. Incentivado pelo campista João Rodrigues de Oliveira, o escritor e memorialista Waldir Pinto de Carvalho, que fez parte da diretoria do primeiro Instituto, reabriu a Instituição em 19 de julho de 1991, com sede no antigo espaço onde funcionou a Biblioteca Municipal na praça do Santíssimo Salvador, hoje Museu Histórico. A iniciativa de Waldir de Carvalho também teve vida curta e só funcionou por três anos”, diz.

E pontua: “Em 19 de julho de 2013, uma assembleia realizada no Museu Histórico restabeleceu a Instituição com a denominação de Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes”, conclui.