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A luta do rio contra o mar

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Opinião
Por Redação
19 de abril de 2026 - 0h01
Foto: Josh

O J3 News mergulhou fundo no problema do avanço do mar do balneário de Atafona, em São João da Barra, onde quarteirões foram engolidos pelas águas paulatinamente nas últimas seis décadas, em um processo de erosão considerado o mais agudo da costa brasileira.

A reportagem especial ouviu o poder público, especialistas, moradores e o SOS Atafona, entidade que nasceu com o objetivo de cobrar solução para esse problema crônico. O assunto já foi debatido à exaustão e Atafona foi parar até em um relatório sobre o aquecimento global produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Fato é que não existe um mar de problemas. Existe sim um problema único que é a perda da força do Rio Paraíba do Sul no seu curso entre o Estado de São Paulo, onde nasce, e Atafona, onde deságua no oceano.

Sob o sono de seis décadas, o Rio Paraíba tem sofrido o que se chama de sangrias, para abastecer as duas maiores regiões metropolitanas do país: a Grande São Paulo e o Grande Rio. Isso mostra a dimensão de um problema que é gigante.

Com a vazão reduzida, o Rio Paraíba do Sul perde no confronto com o mar. Não tem força para desaguar. Então, diferentemente do rio, o mar avança. Estudos técnicos são necessários para apontar outras possibilidades, mas o marco zero deste debate não é o mar e sim o rio.

Concordamos que algo tem que ser feito até porque há mais de 10 anos o problema gerou processo no Ministério Público Federal. O abraço do SOS Atafona no entorno de uma casa que ilustra a resistência é simbólico e essa corrente precisa do maior número de elos possíveis, em todos os níveis.