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Aqui, as consequências já chegaram

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Guilherme Belido Escreve
Por Guilherme Belido
6 de abril de 2026 - 18h19

O Barão de Itararé (Apparício Torelly), foi um jornalista de intensa atuação na imprensa carioca, particularmente entre a década de 30 e os anos 50.

Frequentador assíduo das redações da época e bares do Rio, fez história com seu humor direcionado aos políticos, sempre ácido e irreverente. Na real, o Barão os ridicularizava mesmo. Alguns dos principais historiadores destacam que o Barão — título que ele próprio se autodenominou na base da brincadeira — foi pioneiro no humorismo político brasileiro, não raro deixando muita gente importante furiosa com suas felinas colocações.

Também escritor, de seu genial acervo destacam-se as frases memoráveis, dezenas delas, até hoje lembradas para definir pessoas ou situações inusitadas.

Entre as mais lembradas, estão: “As consequências vêm depois.” e “A criança diz o que faz, o velho diz o que fez e o idiota o que vai fazer.”

A segunda pode ser parcialmente parafreseada, em especial na parte final, acerca do populismo, da enganação e das vãs e abundantes promessas feitas ao eleitor, mas que na maioria das vezes ficam no palanque e não descem à prática.

“As consequências vêm depois” encaixa como luva no momento Brasil (“momento” de vários anos), que diz respeito a não observância das práticas republicanas. Trata-se de ironia declarada à negligência, incompetência, desperdício, histórico de corrupção e absoluta falta de planejamento que vêm marcando com traços fortes a política brasileira e seus atores.

Mostra, acima de tudo, que as ações irresponsáveis geram, inevitavelmente, resultados sombrios que refletem na (falta de) saúde, educação, segurança, habitação, transporte, meio ambiente, inflação… Em suma: falta comida na mesa do trabalhador e o País anda para trás.

Difícil não enxergar, o resultando é a instabilidade que vai se avolumando…. sabe-se lá no que vai dar.

O Brasil precisa virar a chave. E pra ontem.