

O Centro Nicola Albano UTI Neonatal e Pediatria, em Campos dos Goytacazes, passou a contar com incubadoras de alta tecnologia alemã que reforçam o cuidado intensivo a recém-nascidos, especialmente aos prematuros extremos. Os novos equipamentos da marca Dräger ampliam a precisão no controle térmico, reduzem o manuseio dos bebês e incorporam recursos que unem tecnologia de ponta e cuidado humanizado.
Ao todo, foram adquiridas oito incubadoras do modelo Babyleo, utilizadas na UTI Neonatal da unidade de Campos. Segundo a enfermeira-coordenadora do Centro Nicola Albano, Synara Miller, os equipamentos permitem a realização de todos os cuidados assistenciais sem comprometer a estabilidade térmica do recém-nascido, um fator decisivo para a recuperação clínica, sobretudo entre prematuros de muito baixo peso.


“As incubadoras contam com controle preciso de temperatura, colchão aquecido e balança integrada de alta precisão, possibilitando a pesagem do bebê com mínimo manuseio. Os dados clínicos, como peso, temperatura e procedimentos realizados, ficam registrados e podem ser acessados diretamente na tela do equipamento, facilitando o acompanhamento da evolução do paciente”, explica Synara.
Outro diferencial está na identificação mais humanizada do recém-nascido, com tela touch screen que permite inserir nome, símbolos lúdicos e cores de iluminação. As incubadoras também possibilitam a reprodução de sons suaves, como ruído branco ou músicas escolhidas pela família, incluindo gravações da voz da mãe, contribuindo para o conforto emocional do bebê durante a internação.
A estrutura do Centro Nicola Albano em Campos conta com 49 leitos neonatais cadastrados, além de 14 leitos de UTI Pediátrica. A capacidade física permite a internação de até 60 recém-nascidos. Em Macaé, a unidade dispõe de 10 leitos de UTI Neonatal. Além das incubadoras, a unidade possui uma estrutura completa de alta complexidade, incluindo berços aquecidos, respiradores, bombas de infusão e de seringa, fototerapia, CPAP e sistemas avançados de monitorização. O centro também dispõe de equipamentos para a realização da hipotermia terapêutica, indicada para recém-nascidos que sofrem asfixia ao nascer.
Segurança e praticidade
Com 15 anos de atuação no Centro Nicola Albano, a enfermeira Mariana Ribeiro destaca que a nova tecnologia trouxe mais segurança e praticidade à rotina assistencial. A profissional também ressalta o ajuste automático de altura da incubadora, que facilita a aproximação dos pais, especialmente das mães no pós-operatório, fortalecendo o vínculo afetivo. “Apesar dos avanços tecnológicos, o cuidado humano permanece como pilar da assistência. O acolhimento às famílias começa desde a chegada à unidade, com apoio das equipes de psicologia e assistência social.”, diz Mariana.


Para a médica neonatologista Luciana Faes, a incorporação das incubadoras alemãs representa um avanço decisivo no cuidado aos prematuros extremos. Segundo ela, o controle térmico rápido e preciso, aliado à monitorização contínua dos sinais vitais, permite melhores desfechos clínicos em bebês com menos de mil gramas.
“A tecnologia não substitui a competência profissional, mas é indispensável para garantir a sobrevida e a qualidade de vida de recém-nascidos cada vez mais imaturos. Hoje, bebês nascidos com 24 ou 25 semanas de gestação já conseguem sobreviver e se desenvolver, resultado direto da combinação entre equipes qualificadas e tecnologia de ponta. O acesso imediato a tecnologias avançadas, como a hipotermia terapêutica, é fundamental para mudar o prognóstico de casos graves, especialmente no interior do estado”, finaliza.