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EUA atacam Venezuela e anunciam captura de Nicolás Maduro

Explosões atingem Caracas; governo venezuelano declara estado de emergência

Internacional
Por Redação
3 de janeiro de 2026 - 8h34

Ataque dos EUA à Venezuela – Reprodução Internet

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. Segundo Trump, Maduro e a esposa foram retirados do país por via aérea, após a operação.

A declaração foi feita por meio de uma rede social. O presidente americano não informou o destino do líder venezuelano nem detalhes adicionais sobre a ação, que, de acordo com ele, contou com a atuação conjunta das forças de segurança dos EUA.

Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não ter informações sobre o paradeiro de Maduro e exigiu do governo norte-americano uma prova de vida do presidente.

Durante a madrugada, uma série de explosões foi registrada em Caracas. Segundo a Associated Press, ao menos sete detonações foram ouvidas em cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, barulho de aeronaves voando em baixa altitude e correria nas ruas. Houve também queda de energia elétrica em partes da capital, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça em instalações militares e movimentação intensa de aeronaves sobre a cidade.

Em comunicado oficial, o governo venezuelano afirmou que o país está sob ataque e anunciou a decretação do estado de Comoção Exterior, convocando forças políticas e sociais para a mobilização nacional. O texto classifica a ação americana como uma “agressão imperialista” e acusa os Estados Unidos de tentar impor uma mudança de regime para assumir o controle de recursos estratégicos, como petróleo e minerais.

A Venezuela declarou ainda que se reserva o direito de exercer a legítima defesa e pediu solidariedade de países da América Latina e do Caribe.

A escalada de tensão ocorre após meses de pressão dos EUA sobre o governo Maduro, incluindo o aumento de recompensas por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano, reforço militar no Caribe e sanções contra o país.

Com informações do G1