×
Copyright 2024 - Desenvolvido por Hesea Tecnologia e Sistemas

600 mil famílias vivem em áreas de risco no Rio, aponta análise

Análise mostrou que uma em cada cinco casas da cidade está em áreas de risco de desastres causados pela chuva

clima
Por Redação
5 de abril de 2025 - 9h08
Foto: RioOnWatch

O novo Índice de Vulnerabilidade a Chuvas Extremas na cidade do Rio de Janeiro (IVCE-RJ) revelou que cerca de 600 mil famílias do Rio de Janeiro vivem em regiões sujeitas a deslizamento ou inundações. Os dados mostram que uma a cada cinco casas da cidade está em áreas de risco de desastres causados pela chuva. A análise foi feita pela Ambiental Media e o grupo de pesquisa RioNowCast+Green do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF), com apoio do Instituto Serrapilheira e Pulitzer Center, para o projeto Rio 60ºC.

O estudo mapeou indicadores socioeconômicos e ambientais, mostrando que a Zona Norte é a região com mais vulnerabilidade — com quase 300 mil casas em situação crítica, especialmente ao longo das antigas linhas férreas. Na Zona Oeste, bairros como Santa Cruz, Campo Grande e Guaratiba também preocupam, somando 170 mil residências em risco.

A Rocinha lidera o ranking de áreas com mais domicílios expostos ao perigo de deslizamentos, com mais de 10 mil imóveis vulneráveis. Segundo o levantamento, 142 mil domicílios estão em situação de vulnerabilidade muito alta, com risco elevado de inundação e deslizamento. São 131 mil casas com risco de inundação e 9.796 com risco de deslizamento.

Outro alerta importante é que muitas dessas regiões de risco sequer contam com sirenes de emergência. Das 168 instaladas em 2010, 164 ainda funcionam, mas a maior parte está nas zonas Norte e Sul. A Zona Oeste, mesmo com alto risco, praticamente não tem sistema de alerta.

A prefeitura informou que investiu mais de R$ 3 bilhões desde 2021 em obras de drenagem e contenção, e disse que segue os mapas de risco da Geo-Rio para definir onde instalar os equipamentos.

A plataforma do projeto Projeto Rio 60ºC pode ser acessada por aqui.

Fonte: G1.