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Wladimir fala em “colapso” e diz que “vai morrer gente”, sobre impasse na votação da LOA em Campos

Prefeito descartou ainda que duodécimos possam ser usados para efetuar pagamentos antes de aprovação da Lei Orçamentária

Geral
Por Leonardo Maia
9 de janeiro de 2024 - 19h20
Foto: Josh

Em reunião na Prefeitura de Campos com representantes de diversas entidade e sindicatos que recebem verbas e repasses municipais, o prefeito Wladimir Garotinho (PP), subiu o tom contra a Câmara de Vereadores e seu presidente, Marquinho Bacellar (SD), acerca do impasse da votação da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Ao comunicar aos presentes que, caso a LOA não seja aprovada até a semana que vem, hospitais, servidores e órgãos de assistência social não poderão receber um centavo da Prefeitura, Wladimir falou em “colapso”.

“Vai morrer gente em todas as esferas. Será um colapso total”, disse o prefeito, de forma incisiva. “E essa culpa não será minha”, completou.

Representantes de sindicatos de servidores, que antes da reunião com a Prefeitura encontraram-se com Bacellar, questionaram Wladimir sobre a possibilidade de efetuar os pagamentos através dos duodécimos, solução sugerida pelo presidente da Câmara.

“Duodécimos, crédito extra, é tudo mentira, balela”, afirmou Wladimir. “Duodécimos só podem ser usados no espaço de tempo entre a aprovação e a sanção da lei. A LOA nem sequer foi aprovada ainda”, enfatizou.

Representantes da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), Apoe (Associação de Proteção e Orientação aos Excepcionais), Irmãos da Solidariedade, entre outros, desenharam um quadro de desespero caso a prefeitura não faça os pagamentos por atraso na aprovação do texto orçamentário.

“Pessoas vão morrer de fome. Estou desesperada”, testemunhou Fátima Castro, presidente da Irmãos da Solidariedade.