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Um Réveillon sem festa

A pandemia da Covid-19 alterou os planos de quem planejava comemorar o fim de ano fora de Campos

Diversidade
Por Mariane Pessanha
28 de dezembro de 2020 - 0h01

Fabiana Avellar pretende ficar no apartamento em Campos com o marido e a filha Maria Clara em vez de viajar para Guarapari (Foto: Carlos Grevi)

Nada de malas, rodoviárias, estradas ou ponte-aérea. O Réveillon deste ano vai ser diferente para a maioria das famílias. A pandemia da Covid-19 mudou os planos e o roteiro de quem planejava comemorar a virada do ano fora de Campos. Ficar em casa foi a escolha de muita gente. É o caso de Fabiana Avellar. Com o marido médico e a filha com problemas alérgicos, a fotógrafa infantil resolveu comemorar a virada de ano em casa, em vez de viajar para Guarapari, no Espírito Santo, como fazia anteriormente.

A rotina de viajar para a cidade capixaba era a mesma há 20 anos. Ela conta que, antes do novo coronavírus, o Natal era comemorado em Campos, com as famílias do casal, e depois era a hora de fazer as malas e pegar a estrada. Segundo a fotógrafa, como o marido estará de plantão, a “festa” vai ser só entre ela e a filha, Maria Clara, 10 anos.

“É muito ruim. Dá medo porque parece que nunca vai acabar. Ao mesmo tempo, sou grata a Deus pelo cuidado. Estamos vivos. Não sei como vai ser essa comemoração, sozinha com a minha filha. Espero que tudo isso passe logo e que ano que vem possamos voltar às nossas rotinas com viagens, comemorações e a família reunida.”

Fernanda Ritter preparou o look da virada, vai à casa de praia mas não sairá com amigos, como de costume (Foto: Carlos Grevi)

Assim como Fabiana, a professora Ana Manhães também vai ficar em casa. Ao contrário dos anos anteriores, quando ela viajava para o Rio de Janeiro para ver a queima de fogos em Copacabana. A programação de agora vai ser em casa com o marido. “Vamos ficar com a família e torcer para que em 2021 seja tudo diferente. Poderíamos até viajar para outro local, uma pousada, mas preferimos não correr riscos”, explica Ana.

A fisioterapeuta Fernanda Ritter já escolheu a roupa que vai usar e fez as malas. A mudança provocada pela pandemia não vai ser na arrumação das bolsas mas na comemoração do Réveillon. Todos os anos, ela sai de Campos e vai para Atafona. O percurso permanece, mas a segunda etapa da festa não vai ser realizada. “A gente costumava cear com a família e depois sair com os amigos. Infelizmente, não dá para fazer mais isso. A Covid só aumenta, vamos permanecer com as pessoas com as quais estamos convivendo diariamente”, ressalta Fernanda.

 

Rio sem festa

A mudança não aconteceu apenas nas casas das pessoas. No Rio de Janeiro, o Réveillon da praia de Copacabana, que costuma reunir mais de 2 milhões de pessoas, com a tradicional queima de fogos, foi cancelado pela Prefeitura do Rio de Janeiro. O poder municipal já havia anunciado que o modelo da festa neste ano seria diferente: sem queima de fogos e com palcos cercados para evitar a aglomeração de público. A ideia era que os espetáculos fossem acompanhados pela internet ou televisão, mas, mesmo assim, a prefeitura preferiu cancelou a programação devido ao cenário epidemiológico da cidade.

A Prefeitura de Guarapari também cancelou a queima de fogos. Segundo o município, a medida foi tomada devido à situação de pandemia e em respeito às medidas sanitárias.

Réveillon na região

Na fase amarela desde o dia 30 de novembro, Campos também cancelou a programação de final de ano. Em São João da Barra, o cenário é o mesmo. Não vai ter festa. Segundo a prefeitura, o momento é crítico e os esforços estão concentrados na saúde e segurança da população. A mesma decisão foi tomada em São Francisco de Itabapoana. Toda a programação foi suspensa e a prefeitura está elaborando um decreto visando a alta temporada.

Em Macaé, a realização de eventos, festas ou comemorações, promovidas pela iniciativa privada ou pelo poder público, está proibida até o próximo dia 31 de dezembro. A medida refere-se a locais públicos que possam gerar aglomeração de 10 ou mais pessoas. A determinação está no decreto 221/2020, assinado pelo prefeito, Dr. Aluizio. O objetivo é prevenir a disseminação da Covid-19. No dia 31 de dezembro os restaurantes deverão encerrar suas atividades, no máximo, até às 17h.

O decreto recomenda que as confraternizações familiares de final de ano sejam realizadas observando todos os protocolos de segurança. A orientação é para que os encontros sejam restritos ao ambiente familiar, evitando sempre que possível a aglomeração de pessoas.

Na região dos Lagos, Búzios manteve o Estado de Calamidade Pública e proibiu a realização de eventos públicos e privados na cidade. Não poderão ser realizadas festas, shows e eventos privados com a cobrança de ingressos. Hotéis, pousadas e demais meios de hospedagem podem trabalhar com 50% de sua capacidade máxima nos dias úteis e com 70% da capacidade aos sábados, domingos e feriados. Em todos os locais deverá ser disponibilizado álcool 70% para clientes e mantido o distanciamento social.