

É intima por exemplo, na nata da música bai ana como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Daniela Mercury, Ivete Sangalo e outros como Tom Zé, que poucos sabem que é baiano. Também foi íntima de alguns que já se foram como Dorival Caymmi, a mais completa tradução baiana, e o roqueiro Raul Seixas.


Conhece cada um dos velhos Novos Baianos, mas também os de outras safras como o super ator Wagner Moura e Lázaro Ramos. Na verdade, de tanto entrevistar celebridade, ela acabou virando uma sem perceber.
Kátia Guzzo transita pelas ruas de Salvador sem problemas e abre o sorriso perfeito quando é abordada por fãs, o que é uma constante. Conta que com a Bahia foi amor à primeira vista, e que por isso nunca partiu e nem pretende. Nas últimas três décadas Kátia entrevistou pessoas que escolheram Salvador para morar, como por exemplo, Regina Casé, Juca Chaves e reza a lenda que teria entrevistado Vinícius de Moraes, que não só morou em Salvador mais teve um dos seus muitos casamentos por lá.


Caetano Veloso compôs “Tigresa” para Sônia Braga, mas a música se encaixa perfeitamente nela. Poucas pessoas viram milagres como ela, que na Bahia não param de brotar, uma coisa que paira muito além da história, e que fala de Ojuobá, Xangô, Oxum, Lensã-ala e de Iemanjá.
Acontece que essa campista é baiana e tem um requebrado pro fado de Nossa Senhora e ela as vezes se pergunta porque veio tão de longe para amar esse lugar, como diria João Gilberto um outro baiano de alta patente. Decifrar Kátia Guzzo, não tente. Ele foi para Bahia cedo, mais de repente, e de forma recorrente dar o ar de sua graça na terrinha. É que lá em Salvador, de vez em quando sente falta daqui. É a dona da tabuleiro tanto do xadrez quanto do acarajé. Morena da cor do pecado, que aos 18 anos se encantou em um casamento em Campos o então presidente da Academia Brasileira de Letras, Austregésilo de Athayde, Kátia é discreta sobre a sua vida pessoal. Não se pergunta a uma mulher dessa quantos anos ela tem, até porque na Bahia se pergunta quantos carnavais a pessoa já viveu.


De amor novo, o campista Jarbas com quem passou a virada do ano na Região, Kátia já retornou a Bahia, com as pilhas reabastecidas, ouse, eletrizante. Retornar a Campos, só no final do ano que vem, mas no carnaval Jarbas vai atrás porque atrás dessa elétrica moça só não vai quem já morreu.

