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Polícia Federal faz busca em Campos em operação contra tráfico de vinhos argentinos

Ação cumpre 25 mandados de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal

Operação PF
Por Redação
15 de outubro de 2026 - 10h20
Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação Nerovino, para investigar uma suposta organização criminosa suspeita de introdução clandestina, armazenamento, distribuição e comercialização de vinhos de origem argentina em território nacional, sem o devido recolhimento de tributos federais.

A ação cumpre 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba, nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama (PR); Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói (RJ); Goiânia e Rio Verde (GO); Vila Velha e Vitória (ES); Teresina (PI); e Brasília (DF).

Além das buscas, a Justiça Federal determinou o sequestro de veículos e imóveis vinculados aos suspeitos, como medida para evitar a dissipação de patrimônio supostamente adquirido com recursos provenientes das atividades investigadas.

Segundo a PF, há indícios de que bens teriam sido registrados em nome de familiares e terceiros, com o objetivo de ocultar seus verdadeiros proprietários e dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização e persecução penal.

A operação contou ainda com o apoio da Receita Federal em um dos alvos, onde havia suspeita da existência de depósito de mercadorias estrangeiras supostamente introduzidas de forma irregular no país.

As investigações tiveram início após uma ação policial que resultou na apreensão de, aproximadamente, 4.200 garrafas de vinho de origem estrangeira em um depósito localizado na Região Metropolitana de Curitiba.

De acordo com a investigação, o grupo suspeito introduziria de forma irregular vinhos argentinos no Brasil e faria o transporte e a distribuição a revendedores situados em diversos estados, além de supostamente utilizar empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e emissão de documentos fiscais ideologicamente falsos.

Os suspeitos poderão responder, conforme a participação individual apurada, pelos supostos crimes de descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, caso as suspeitas sejam confirmadas.