×
Copyright 2024 - Desenvolvido por Hesea Tecnologia e Sistemas

Eleições passadas e o perfil do eleitor

.

Opinião
Por Redação
20 de setembro de 2026 - 0h01

A partir dos números de eleições anteriores, principalmente de 2018 para cá, é possível avaliar o comportamento dos eleitores campistas em eleições para presidente da República.

Reportagem do J3News compara resultados para permitir uma avaliação da tendência do voto do campista, mostrando um perfil conservador.

Esses resultados compilados mostram uma dinâmica no voto e revelam um eleitor, não só para Presidência, mas também para o Legislativo, quer para Câmara de Deputados e Senado, votando em bancadas conservadoras.

A mudança se acentuou a partir de 2018, quando candidatos identificados com a direita passaram a dominar a disputa. Não se pode cravar que o eleitor campista tem um perfil de direita, mas os números mostram que os candidatos alinhados com um discurso mais conservador conseguiram vencer no município.

Isso também aconteceu com os partidos.  A Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) identificou mudanças na posição ideológica de diferentes legendas e apontou movimento de parte do sistema partidário em direção à direita. 

No entanto, a situação muda quando o assunto é eleição municipal. Nesse caso, entram avaliação da administração, conhecimento pessoal do candidato, atuação nos bairros e distritos e vínculos com grupos políticos. E o espectro político não pesa tanto.

Os números ajudam a compreender o comportamento do eleitor, mas não determinam seu próximo voto. Em cada eleição, cabe ao cidadão conhecer candidatos e propostas, avaliar suas escolhas e votar de forma consciente. Afinal, o voto é individual, mas suas consequências são coletivas.