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O colo que protege e fortalece a saúde da criança

A importância do vínculo materno infantil para o equilíbrio emocional e físico

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Por Caio Mothé
10 de maio de 2026 - 0h06
Dra. Priscila Sereno e suas filhas Luíza e Marina (Foto: Arquivo Pessoal)

Em meio às inúmeras orientações sobre vitaminas, alimentação saudável e formas de fortalecer a imunidade das crianças, especialistas chamam atenção para um cuidado simples, mas essencial: o afeto.

O colo, o contato físico, o olhar atento e a presença dos pais têm impacto direto no desenvolvimento infantil e podem influenciar a forma como o organismo reage ao estresse e às doenças. Para a Dra. Priscila Sereno, infectologista pediátrica, a criança não cresce apenas em peso e altura, mas também a partir dos vínculos construídos desde os primeiros dias de vida.

“Desde bebê, o contato pele a pele, o toque, o olhar e o colo não são mimos. São estímulos importantes que ajudam a regular o corpo, diminuem o estresse e contribuem para o equilíbrio do sistema imunológico”, explica. Segundo ela, situações de estresse tornam o organismo mais vulnerável, enquanto o acolhimento favorece uma resposta mais equilibrada do corpo.

A ideia de que “colo vicia” ainda gera dúvidas, mas profissionais reforçam que o afeto fortalece o amadurecimento emocional. A infância envolve descobertas e o desenvolvimento do sistema imunológico, e adoecer em alguns momentos faz parte desse processo. O diferencial está na forma como a criança é cuidada.

Priscila destaca que o afeto não substitui vacinas, alimentação equilibrada ou acompanhamento médico, mas funciona como uma base silenciosa que sustenta a saúde. “O carinho, a presença e o vínculo ajudam a construir saúde de dentro para fora”, afirma.

Neste Dia das Mães, o gesto simples do acolhimento ganha reconhecimento como uma forma poderosa de proteção.