

O movimento SOS Atafona realizou, na manhã deste sábado (3), em São João da Barra um ato público na Casinha Branca, um dos principais símbolos da resistência da comunidade diante do avanço da erosão costeira no distrito. A mobilização marcou o encerramento das atividades do movimento em 2025 e reuniu moradores, apoiadores e representantes da causa.


Enfrentando há anos a força do mar, a Casinha Branca se consolidou como um marco da luta pela preservação de Atafona. Mais do que uma construção, o local representa a memória, a identidade e a permanência de uma comunidade que se recusa a desaparecer diante do avanço do oceano.


Durante o ato, o SOS Atafona prestou homenagem à Sônia Ferreira, presidente de honra do movimento, falecida recentemente. Reconhecida por sua atuação firme, sensível e comprometida com a defesa do território, Sônia teve papel fundamental na mobilização social e na conscientização sobre os impactos da erosão costeira. Seu legado segue como referência e inspiração para a continuidade da luta.
Ao final da manifestação, o movimento reafirmou que seguirá mobilizado ao longo de 2026, cobrando do poder público medidas efetivas para conter a erosão e garantir a proteção da população local. “A luta não termina aqui”, reforçaram os integrantes do SOS Atafona, destacando que a resistência permanece viva em Atafona.