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Pets: Bagunceiros, brincalhões e irresistíveis

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Guilherme Belido Escreve
Por Guilherme Belido
5 de dezembro de 2023 - 8h24

Eles sempre foram os queridinhos da maioria das famílias e principalmente das crianças. Mas em nenhuma época tão desejados como nos tempos atuais. Estamos falando dos animais de estimação, carinhosamente chamados de bichinhos de estimação – particularmente cães e gatos – que cada vez mais estão conquistando os corações de todos nós. 

O aumento pela procura de adoções tem causas as mais variadas: o corre-corre do dia a dia, o trabalho extenuante, as competições de mercado sempre mais severas, enfim, todo o estresse que faz com as pessoas cheguem em casa e usufruam do carinho e das brincadeiras com seus bichos. Em resumo, uma válvula de escape contra a tensão.  

Mas esse entendimento é de mão dupla, porque os animais domésticos também esperam ansiosos por seus donos (“tutores”, para atender ao chato politicamente correto), porque sentem falta e querem a presença. Na prática, eles são agregados da família, ou companheiros fiéis dos que moram sozinhos.   

Outro fator que elevou significativamente a busca por adoções foi a pandemia da Covid em sua fase mais aguda – 2020 e 2021 – períodos em que as pessoas eram aconselhadas a restringir o convívio social e até mesmo não sair de casa. Neste particular, uma fatia importante da população teve nos animais domésticos praticamente os únicos “amigos” – um companheirismo sem data de validade. (*Não obstante tenha sido revogado o estado de calamidade pública da pandemia, é bom ressalvar que o coronavírus continua circulando). 

Os gatos: complexos, reservados e temperamentais  

A página optou por focalizar os gatos não só pela circunstância dos cães serem mais populares, mais fáceis de lidar e sobre os quais já existe grande tradição na convivência com os humanos – muito embora os protocolos para que sejam saudáveis e felizes devem ser seguidos – mas porque os felinos guardam certas complexidades que, via de regra, são pouco observadas. 

Como exemplo, é comum pensar que os bichanos são independentes e indiferentes. Engano. São apenas reservados e de personalidade forte. Contudo, exigentes quanto à atenção e carinho. Se os donos ficam ausentes por muito tempo, é fácil notar que, num primeiro momento, demonstrem ressentimento. Em outras palavras, é como se sentissem abandonados. Mas isso dura apenas alguns minutos. 

Querem participar – Outro detalhe interessante é que o bigodudo se vê como da família. Logo, eles querem participar. Onde tiver 3 ou 4 pessoas conversando, eles ficam perto, apenas olhando atentamente. Mas quando as pessoas se ausentam, logo miam, reclamando. 

O gato dá sinais claros de que está feliz junto ‘aos seus’ – nós, humanos – ao levantar a coluna lombar para receber um carinho e pulam no colo para dormir. É comum ouvir o ronronar (espécie de ronco) que fazem quando estão confortáveis e certos de que estão seguros. O sentimento de acolhimento é importante para o felino. 

Esfregar a cabeça é uma forma de marcar que você é da família. Ficar ‘marchando’ (amassar pãozinho) no seu colo é sinal de muito carinho.  Deita de barriga para cima e lamber suas mãos e dedos são sinais de felicidade. Afora o miado comum, reclamando que querem comida, eles têm inúmeras linguagens difíceis de interpretar, mas certamente muitas como forma de afeto. 

Instinto natural 

Já sabemos que eles demonstram suas emoções de forma peculiar e diferente de outros animais, como os cachorros. Mas preservam alguns instintos que remontam aos primórdios do Egito, onde foram domesticados. Lá, onde a terra é árida e a água escassa, os felinos se adaptaram. Por isso, bebem menos água do que o necessário, o que pode ocasionar problemas renais. 

Daí a conveniência dos donos espalharem vários potes de água pelo ambiente, no sentido de que, vendo, sejam estimulados a beber. Além disso, é benéfico proporcionar a seu gato água corrente, como uma torneira aberta conectada a um pote. Isso porque, desconfiados por natureza, entendem que a água parada pode estar contaminada. 

Por fim, vale ressaltar que não obstante não pulem nas suas pernas ou balancem o rabo, os felinos – do jeito enigmático deles – são sensíveis, solidários e amorosos. Só é preciso decifrar os sinais de que, para eles, nós somos sua família.  

Em relação aos gatos, como outros animais domésticos, é necessário atenção ao calendário vacinal e procurar um veterinário sempre que apresentar comportamento fora do anormal. Aliás, o melhor mesmo é buscar uma clínica preventivamente para que o profissional faça exames ocasionais. 

+ A rigor, o felino domesticado não deve ir à rua para evitar que seja contaminado por alguma doença de outro animal ou brigas que possam ocasionar ferimentos. 

+ Para tranquilidade do tutor, o gato não deve sequer ir ao quintal ou jardim da própria casa. Isso para impedir a possibilidade de contrair uma doença chamada esporotricose, encontrada na terra, em plantas, gravetos ou espinhos. Trata-se de um fungo que provoca lesões na pele e pode ser transmitida de forma grave inclusive para seus donos.  

+ Quando viajam, as pessoas ficam na dúvida entre levar o gato, ou não. A recomendação predominante é que eles permaneçam no lugar de costume. As viagens podem criar estresse a ponto do felino ter retenção urinária. Então, o melhor é encontrar alguém para cuidar dele. Mas, também pode acontecer do bichano se adaptar a lugares estranhos. Vá lá saber!