Após ser intimada a responder ao Juízo da 2ª Comarca de Macaé sobre o não cumprimento da ordem judicial que autorizava a UTI Neonatal Nicola Albano a voltar a receber pacientes, a Secretaria Estadual de Saúde desbloqueou a unidade do sistema de regulação, cumprindo a ordem, isto é, permitindo que novamente a unidade de saúde que recebe recém-nascidos que necessitam do aporte de UTI Neonatal de 38 municípios.
No despacho, o Juiz Josué de Matos Ferreira, determina que a Secretaria, respondesse em até 24h o porquê não havia cumprido a ordem judicial, de desinterdição da UTI, sob pena de responsabilização dos agentes públicos.
A interdição
No dia 15 de agosto, a prefeitura de Macaé interditou a UTI Nicola Albano, baseada em denúncias anônimas e um processo interno que transitava desde 2021, sem que a unidade tivesse acesso. Apesar disso, e após a interdição, as adequações foram feitas, mas ainda assim, o local não foi autorizado a voltar com as internações. A unidade só foi reaberta para novos pacientes apenas após uma determinação judicial, a pedido da Nicola Albano.
Médicos emitem nota de apoio
Em meio à crise que se tornou a interdição açodada da UTI Neonatal Nicola Albano, diversos pediatras e neonatologistas que atuam na cidade de Macaé, emitiram, na quinta (21), nota de apoio à unidade hospitalar destacando sua história e seus valores durante os mais de 20 anos de existência. A preocupação geral dos médicos era com a possibilidade de interrupção definitiva da UTI Neonatal que atende a 38 municípios de toda região devido a um convênio com o governo do Estado. Os profissionais criticaram a postura da gestão da Saúde de Macaé, composta, entre outras, pela Secretaria de Saúde e pela Vigilância Sanitária, responsáveis pela interdição da unidade.