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Palácio da Cultura tem primeiro evento literário do ano; prédio ainda não funciona plenamente

O equipamento municipal é mantido pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e ainda carece de reformas no auditório

Cultura
Por Redação
18 de abril de 2022 - 12h38
Palácio da Cultura (Fotos; Carlos Grevi/Ilustração)

Desde o início da gestão Wladimir Garotinho, o Palácio da Cultura ainda não funciona com plena capacidade. Alguns eventos acontecem esporadicamente, como o Café Literário desta segunda-feira (18), às 19h, primeiro do ano de 2022, no local. Nos últimos oito anos, o equipamento da Prefeitura de Campos dos Goytacazes gera expectativas e críticas entre a população e a classe artística. Em 2014, o prédio foi fechado para reformas na gestão de Rosinha Garotinho. Deveria ter sido reaberto um ano depois, mas só no fim de 2020, gestão de Rafael Diniz, a obra foi dada como concluída. Entretanto, o auditório não foi incluído no processo de finalização da reforma.

O Jornal Terceira Via tem destacado nos últimos anos várias reportagens que abordam problemas relacionados ao Palácio da Cultura, como a publicação de 15 de abril de 2018, “Obras inacabadas e acabando” (clique aqui), ainda no governo de Rafael Diniz. Na época, havia muita expectativa para a retomada e a conclusão das obras. Somente no fim da gestão de Diniz, o prédio foi dado como pronto. Em 14 de novembro de 2020, foi publicada a matéria “Com obras concluídas, Palácio da Cultura recebe também iluminação externa artística (clique aqui). Todavia, assim que Wladimir Garotinho assumiu o governo, foi constatado que o edifício ainda carecia de mais intervenções e obras.

Auditório do Palácio da Cultura carece de reformas (Foto:Antônio Filho)

Na gestão Wladimir, o Palácio da Cultura segue sendo notícia. O equipamento público é de responsabilidade da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. Está sem funcionar diariamente há quase um ano e meio. Fica a maior parte fechado e vazio. O prédio já abrigou além da FCJOL, a Biblioteca Municipal Nilo Peçanha, Pantheon dos Heróis Campistas, a Academia Pedralva de Letras, alguns departamentos da PMCG, além do auditório Prata Tavares que foi inutilizado desde a obra iniciada em 2014. Recentemente, houve sinalização de sua recuperação, como mostra a reportagem “Auditório do Palácio da Cultura será revitalizado através de programa da UERJ (clique aqui).

Anfiteatro do Palácio da Cultura (Ilustração)

Outros projetos envolvendo o Palácio da Cultura foram destacados nos noticiários. As publicações de 29 de julho de 2021, “Palácio da Cultura terá cinema a R$ 1 (clique aqui) e “Palácio da Cultura ganhará sala de cinema e Teatro de Bolso será reformado” (clique aqui) causaram expectativas. Assim como a entrevista do prefeito Wladimir Garotinho e da presidente da FCJOL, Auxíliadora Freitas, no dia 2 de setembro de 2021, na reportagem “Governo divulga projeto de um novo Palácio da Cultura” (clique aqui). O edifício foi reaberto ao público em 5 de novembro de 2021, no Dia Nacional da Cultura, como mostra a reportagem “Palácio da Cultura reabre com programação especial” (clique aqui).

Críticas e incertezas

O arquiteto e professor José Luiz Puglia participou do programa de televisão Especial Terceira Via, no dia 28 de março, e da reportagem “Campos chega aos 187 anos, mas com perdas no seu patrimônio cultural” (clique aqui). Ele comentou sobre a necessidade de preservação do patrimônio arquitetônico de Campos, incluindo construções modernistas e contemporâneas, como o Palácio da Cultura, obra de 1972. A reforma do prédio recebeu críticas. “Infelizmente, descaracterizaram várias partes do prédio. Cito o piso de porcelanato que nada tem a ver com o modelo original, além de pintura do teto de branco, quando era de cimento queimado”, cita.

José Luiz Puglia, arquiteto e professor

Em 2019, o jornalista Vitor Menezes fez críticas quanto à possibilidade de uso do Palácio da Cultura para funções que não fossem culturais e artísticas. “É uma lástima que a cultura seja sempre considerada algo removível, como se ocupasse um lugar indevido e que devesse ceder espaço para atividades “mais úteis” ao “progresso”. Uma visão tacanha e irresponsável em relação à gestão cultural”, disse na ocasião.

Em nota, a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima respondeu o seguinte: “Estamos ocupando o espaço provisoriamente com ações que não dependem da totalidade dos sistemas do equipamento em funcionamento. O Palácio da Cultura é a sede da FCJOL e, em breve, voltará a ser ocupado por seus departamentos administrativos. A Biblioteca Municipal Nilo Peçanha é um equipamento do Palácio da Cultura. Atualmente o acervo vem passando por análise das condições das obras de seu acervo. Enquanto as obras do Palácio são aguardadas, a FCJOL segue empenhada com a formatação de uma nova Biblioteca Nilo Peçanha. A Academia Pedralva Letras segue com seu espaço no Palácio. A entidade realizou, inclusive, a posse de sua mesa diretora, em dezembro, no referido equipamento. A volta das atividades da Pedralva, em plenitude, no Palácio, depende, também, da conclusão das adequações de uso do prédio”.