

A vontade de cuidar das pessoas surgiu cedo na vida da médica Tainá Rangel. Pediatra e alergista, ela encontrou na medicina uma forma de unir conhecimento, sensibilidade e compromisso com a saúde. Ao longo da carreira, a experiência profissional e a maternidade se cruzaram, contribuindo para aprofundar o olhar sobre os desafios enfrentados por crianças com alergias e suas famílias.
“Desde nova sempre tive o desejo de cuidar das pessoas. Conforme fui crescendo percebi que poderia, através da medicina, não somente cuidar, mas também modificar destinos, trazendo o que não conseguiríamos viver sem: a saúde”, conta.


A médica iniciou a graduação na Universidade do Grande Rio, no Rio de Janeiro. Durante a formação, se apaixonou pela pediatria. Assim, realizou pós-graduação em Medicina da Criança e Adolescente pela Universidade Veiga de Almeida.
Posteriormente, decidiu se aprofundar na área de alergia e imunologia. A escolha pela especialização ganhou um significado ainda mais pessoal quando sua primeira filha apresentou uma alergia alimentar de difícil manejo. A busca por respostas levou Tainá a vivenciar as dificuldades enfrentadas por famílias que percorrem diferentes consultórios em busca de diagnóstico e tratamento.
Tainá destaca a importância da família em sua trajetória. “Sou grata à minha mãe, ao meu esposo e filhos por toda força e incentivo que me dão até hoje para meu crescimento e por me acolherem nos dias bons e ruins. Entre estudos, consultório, plantões e maternidade, a médica busca conciliar as responsabilidades. “Se eu pudesse, teria um clone para me ajudar”, brinca, ressaltando que o suporte familiar faz toda a diferença.
Tainá destaca a importância da família em sua trajetória. “Sou grata à minha mãe, ao meu esposo e filhos por toda força e incentivo que me dão até hoje para meu crescimento e por me acolherem nos dias bons e ruins. Entre estudos, consultório, plantões e maternidade, a médica busca conciliar as responsabilidades. “Se eu pudesse, teria um clone para me ajudar”, brinca, ressaltando que o suporte familiar faz toda a diferença.


Alergia vai além dos sintomas
Mãe de dois filhos alérgicos, a médica conhece de perto os desafios que acompanham o tratamento. Enquanto a filha mais velha já está curada, o segundo filho ainda apresenta alergia respiratória e a múltiplos alimentos, passando pelo processo de desenvolvimento de tolerância.
“A alergia não fica só em casa, ela vai pra escola com a criança, para festa de aniversário, para o convívio social e isso requer muita estrutura para lidar não só com a inclusão do alérgico, mas com o emocional de todos ao redor”, destaca.
Ainda segundo ela, as manifestações alérgicas podem atingir diferentes partes do organismo. Espirros repetitivos, coceira nos olhos e no nariz, congestão nasal persistente, tosse e chiado no peito, de acordo com a médica, estão entre os sinais respiratórios que merecem atenção. Dor abdominal, vômitos, diarreia e constipação também podem estar relacionados a alergias alimentares ou outras condições que precisam ser investigadas.
“O organismo reage ao alérgeno que pode ser: o ácaro da poeira, pelo de animais como cães, gatos, ou outros bichos, alimentos como leite, ovo, soja, trigo, sementes ou frutos do mar, dentre outros”, pontua.
A especialista alerta que a falta de acompanhamento pode favorecer crises recorrentes, prejudicar o rendimento escolar e a qualidade de vida, além de, em situações graves, levar à anafilaxia, uma reação alérgica potencialmente fatal.
“Não deixem de procurar ajuda. Dividir as dúvidas e medos com o profissional habilitado traz segurança e com certeza em parceria conseguimos melhorar muito os quadros alérgicos e trazer melhoria de vida para a família. Hoje já sabe que não adianta esperar a alergia passar. É preciso iniciar investigação o quanto antes. Contamos com tratamentos modernos como dessensibilização e imunoterapia capazes de modificar a resposta do organismo frente a um alérgeno”, orienta.