

Ela chegou no J3News há exatos 10 anos, ao tempo ainda da Terceira Via. Chegou como contato publicitário e hoje é Gerente de Conteúdo e Produção da TV J3. Ao mesmo tempo é do 1º pelotão da equipe de eventos.
Gerlany se assemelha a um canivete suíço que se abre em mil funções. Ou seja, ela é múltipla e se multiplica diante de cada desafio. Na fase de 50+, com jeitinho de menina, ela decidiu fazer o curso de Jornalismo, prestes a ser graduada.
Ninguém diz que a moça pequena é mãe de um filho de 21 anos já se formando em Economia e que está na beira de completar 31 anos de casada. Nesta entrevista ela mostra que não só produz, mas que tem conteúdo.
Dez anos de J3News… uma década. E aí, como é que você avalia isso?
No início a gente sai engatinhando, vamos dizer assim. Eu cheguei aqui no setor comercial sendo ‘contato’, na área de publicidade. Aí a gente vai conquistando e assim fui para a gerência comercial. Em cinco anos que eu cheguei na gerência comercial, fiquei na gerência da TV do J3, mais precisamente na gerência de Conteúdo e Produção. Em um primeiro momento tive muito medo, pelo peso da responsabilidade. Tive que transformar esse peso em leveza, mas sem perder o foco. No meu período de contato publicitário, aprendi que não era sobre vender ou anunciar. Aqui no J3 a gente não vende anúncios e sim estabelece parcerias. A abordagem é outra, e por isso os resultados são bons. Levei essa filosofia para o cargo novo, e acho que estamos indo bem.
Mas você já tinha uma certa experiência na época do jornal O Diário.
Sim. Já tinha alguma experiência em se tratando de jornal impresso e até online ao tempo de O Diário, mas gerenciar conteúdo de televisão é outro departamento. Quando o Fábio Paes me pediu para assumir a função, sinceramente, fiquei preocupada, tipo um ‘pé atrás’, porque eu não conhecia como funciona, mas sabendo que poderia dar o meu melhor, e foi o que eu fiz. Dou o meu melhor aqui e estou gostando dessa parte da TV, deste todo.
Mas antes você gerenciou um segmento importante da empresa que é o de Eventos. Como foi?
A gente começou com aquele show de fim de ano, primeiro no Centro de Convenções da Uenf e depois migramos para o Trianon, com o objetivo de celebrar parcerias e comemorar datas até que o espaço ficou pequeno e partimos para um outro formato de celebração e comemoração.
Você está falando da festa de fim de ano na Usina do Queimado?
Exatamente. Foi um hiperdesafio, pois o evento desde a primeira edição se fez gigante. A primeira reuniu mais de 1.200 convidados e hoje são cerca de 1.500. A ideia era reunir todos os nossos parceiros, amigos. Uma festa que a cada ano se agiganta, com um leque de marcas, não só de Campos, mas de todo o estado.
Gerente de Conteúdo, de Produção, e a gente vê jornalismo na veia por qualquer ângulo. Aí você decide, no meio desse caminho, cursar Jornalismo. Se forma no ano que vem. Como tem sido fazer o curso?
Cursar Jornalismo está sendo tudo. A gente até pode ter na veia, mas é preciso mais. Com compromissos, mãe, casamento, fazer Jornalismo , uma faculdade me fez arrancar forças de onde não sabia que tinha. A rotina de trabalho acaba colocando obstáculos, mas estou conseguindo e aprendendo muito. Existe a intuição, mas é preciso ter técnica. Não vou dizer cansativo, mas sim exaustivo, frisando que estou sendo muito bem recompensada em se tratando de experiência neste curso. O tempo passa rápido e já estou na fase final da graduação. Bom demais.
Gerlany, voltando ao eventos, vieram outros formatos também. Diga aí: como mágica acontece?
Com muita organização, foco e trabalho que resulta em credibilidade. A gente reúne marcas e assim reforçamos a nossa. Acho que aqui encontramos um novo formato de relação com os clientes, que sempre elevamos a qualidade de parceira. Se existe alguma magia, esse é o diferencial.
Além desta festa na Usina do Queimado existem outros eventos da marca J3. Quantos coelhos existem na cartola?
Eu quis dizer que não há mágica, mas sim muito trabalho de toda equipe, em que o objetivo é estreitar o relacionamento com os nossos parceiros. Em cada evento, colocamos mais parceiros para dentro. A gente corre atrás todo o dia.
Você está falando do J3 Run?
Não só, mas vamos lá. O J3 Run Fest é pleno sucesso. A gente não quis só uma corrida de rua, queríamos um festival, um evento para toda a família e fomos pensando, elaborando e conseguimos executar. Então, já tivemos quatro edições da corrida que veio para ficar no calendário e hoje é reconhecida em todo o estado. Ela é diferente, misturando atividade física, saúde, comportamento, afetos, faixas etárias, gastronomia. Esse ano foram duas edições que se repetirão no próximo. Um evento que virou marca. E vou dar uma pista de um novo evento: J3 Wellness Day vai chegar em janeiro com uma nova proposta para a saúde em Campos.
Da corrida, um pulinho pela Villa Maria veio ‘a festa mais bonita da cidade’.
Havíamos pensado em um local para fazer a primeira edição do Arraiá J3. Procurando um local, um perímetro, estudando as possibilidades, olhei para a Villa Maria e falei para Fábio Paes que seria o lugar ideal, ele soltou que o local era lindo, e assim nasceu a festa mais bonita da cidade. E é sim, não só por reunir coisas que embelezam uma festa, mas pela solidariedade que existe naquele evento, provocar sobre a necessidade de pensar em quem precisa desta solidariedade, em uma festa que abraça. Então a festa mais bonita da cidade, o Arraiá J3, foi pensado neste formato.
Você foi muito humilde no começo da entrevista dizendo que chegou como simples ‘contato’ publicitário. E eu vejo um status nesse contato com você provando que contato é marca. Esse contato nunca foi tão necessário em uma empresa de comunicação. Como é que você lida com esses contatos?
Da melhor forma possível. Eu me sinto em casa estando com eles. Uma relação que, além de ser profissional e pessoal, é leve. É como se eu tivesse em casa com a minha família e mostrando para eles uma proposta que eu confio, que eu acredito e é nisso que eu faço. Por isso que tenho confiança.
Estamos entrando em outubro e a festa é logo ali. Como está a sua agenda com isso tudo?
Uma bagunça boa. Não só temos que manter, mas elevar o nível desta festa. A gente se autodesafiar e fazer o mais lindo ficar ainda mais belo, em um ambiente de celebração.
Com cinquentinha, filho que já passou da maioridade total, 21 anos, e já se formando, um casamento de 31 anos. Como você sente isso tudo?
Eu agradeço a Deus todos os dias por ter sido mãe e mãe do Hugo. Ele é um menino maravilhoso, que foi atrás de sua trajetória, escolheu a Economia para cursar, em uma universidade federal e eu só posso agradecer a Deus por isso. E dividir essa realização com meu filho, meu marido e meus amigos aqui do J3.