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Centro de Campos sem espaço para estacionar bicicletas elétricas

A cena se repete por várias ruas da área central, principalmente no Calçadão: bicicletas elétricas e até as comuns tomando área de pedestres

Campos
Por Yan Tavares
30 de agosto de 2026 - 0h04
(Foto: Silvana Rust)

Você sabia que apenas uma empresa já vendeu cerca de 2.400 bicicletas elétricas só neste ano em Campos? Foram em média 300 vendidas por mês até agora. O número simboliza um novo cenário e uma nova realidade no sistema de mobilidade do município. A situação fica evidente no Centro, onde o Boulevard Francisco de Paula Carneiro (Calçadão) e algumas ruas bastante movimentadas ganharam um novo perfil, com as bikes elétricas e scooters tomando conta do espaço.

O J3News destacou, recentemente, uma imagem que chama a atenção na Rua Governador Teotônio Ferreira de Araújo: a calçada tomada por bikes elétricas e comuns, em frente ao prédio da livraria Ao Livro Verde. A cena levantou discussão sobre vários temas. Primeiro, sobre os bicicletários, paraciclos e vagas públicas disponíveis na cidade. Bem próximo ao local citado, há um paraciclo no modelo “U” invertido, equipamento com capacidade para bicicletas elétricas e comuns. Já os veículos classificados como scooters devem ser estacionados em vagas públicas ou privadas para motos. Em nota ao J3, a Prefeitura disse que foram instalados recentemente 23 pontos com paraciclos na área central, totalizando 220 novos equipamentos no modelo “U” invertido.

A reportagem conversou com usuários destes equipamentos, que alertam para outras questões relacionadas ao estacionamento desses veículos em vagas públicas no formato disponível na cidade. “Tenho bicicleta elétrica e sei que ela não pode ser exposta à chuva, porque pode dar problemas. Além disso, tem a questão da segurança. Outro dia deixei a minha em uma vaga pública no Centro. Tentaram furtar. Só não conseguiram porque o alarme disparou”, conta a historiadora e professora Katharyne Siqueira.

Para o arquiteto e urbanista Renato Siqueira, a situação evidencia um impacto no sistema de mobilidade urbana, acentuado pela deficiência no sistema de transporte público.