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Beda realiza cirurgias com alta tecnologia e inéditas

Hospital traz para Campos procedimentos de neurointervenção e endoscopia terapêutica

Especial J3
Por Ocinei Trindade
12 de julho de 2026 - 0h01
Angioplastia de seio venoso|Procedimento inédito foi usado para tratar hipertensão intracraniana (Fotos: Josh)

O Grupo IMNE utiliza o que há de mais moderno e tecnológico no cuidado de seus pacientes. O Hospital Dr. Beda é referência no interior fluminense e também no cenário nacional. Profissionais altamente qualificados participam de diferentes procedimentos cirúrgicos na unidade. Pioneirismo e novas tecnologias foram registrados recentemente. No Setor de Hemodinâmica, foi realizada a primeira angioplastia de seio venoso para tratamento da hipertensão intracraniana. A equipe Beda passou a contar com uma das mais modernas técnicas da endoscopia terapêutica para o tratamento do divertículo de Zenker, a Z-POEM.

O neurocirurgião e neurointervencionista Dr. Elias Tanus destacou a realização da primeira angioplastia de seio venoso para tratamento da hipertensão intracraniana idiopática na região. O procedimento minimamente invasivo representa um importante avanço no tratamento da doença. Segundo o especialista, a hipertensão intracraniana idiopática acomete principalmente mulheres jovens, em idade fértil, e pode provocar sintomas como dor de cabeça intensa, alterações visuais e zumbido nos ouvidos. “Essa é uma patologia que acomete principalmente mulheres mais jovens, em idade fértil, e que cursa, de forma geral, com dor de cabeça, alterações visuais e, muitas delas, apresentam também zumbido no ouvido”, explicou.

Hemodinâmica|Angioplastia de seio venoso para tratar hipertensão intracraniana

A doença está relacionada ao estreitamento de uma veia cerebral, identificado por exames neurológicos e de imagem. Após essa etapa, o paciente é encaminhado para a sala de hemodinâmica, onde é realizada a avaliação da pressão no sistema venoso cerebral para confirmar a necessidade da intervenção.

“Nós acessamos essas veias, medimos a pressão em todo o sistema para identificar se existe esse ponto de estreitamento e, então, implantamos um stent para promover a abertura da veia e restabelecer o fluxo normal do sangue. De forma geral, a resposta é muito boa, tanto para a dor de cabeça quanto para as alterações visuais e o zumbido no ouvido”, afirma o especialista.

Endoscopia|Tratamento moderno do diverticulo de Zenker – Z – Poem

O neurocirurgião enfatizou que a maior preocupação dos especialistas é preservar a visão das pacientes, já que a doença pode comprometer progressivamente a capacidade visual. “A questão visual nos preocupa muito. É uma doença idiopática, ou seja, ainda não conhecemos exatamente a sua causa”, diz. Após a implantação do stent, uma nova medição é realizada imediatamente para confirmar a redução da pressão intracraniana e o sucesso da intervenção. “Logo após a angioplastia, voltamos a medir as pressões e verificamos que tudo ficou dentro do esperado. Isso nos traz muita tranquilidade do ponto de vista médico e também para a família, que sabe que a paciente passa a ter um risco muito menor de evolução da doença”, concluiu.

Pioneirismo no Beda
Ao comentar a importância da técnica, o neurocirurgião Elias Tanus destacou que a chegada do procedimento a Campos representa um avanço para a medicina da região.

Dr. Elias Tanus

“O nosso grupo, no Rio de Janeiro, foi pioneiro no Brasil na utilização desse stent. Conseguimos tornar o procedimento mais seguro e ampliar as possibilidades de tratamento. Oferecer essa tecnologia no Hospital Dr. Beda coloca Campos entre os centros que disponibilizam o que há de mais moderno para o tratamento da hipertensão intracraniana idiopática, um tratamento de ponta antes disponível apenas em grandes centros. Também é importante ampliar o conhecimento sobre essa doença para favorecer o diagnóstico precoce e evitar complicações, especialmente relacionadas à visão”, afirma.

O cardiologista intervencionista Dr. Carlos Eduardo Soares ressaltou que o procedimento reforça o compromisso do Hospital Dr. Beda com a incorporação de tecnologias de alta complexidade e o atendimento especializado:

Dr. Carlos Eduardo Soares

“Trazer novas tecnologias faz parte da missão do Beda. Estamos estruturados, com equipamentos e profissionais capacitados para realizar procedimentos de alta complexidade, incluindo a neurointervenção. A parceria com o neurocirurgião Dr. Elias Tanus, do Instituto do Cérebro, permite que procedimentos antes restritos aos grandes centros sejam realizados em Campos. O Dr. Elias integra a equipe do Beda e vem regularmente à instituição. Trabalhamos em conjunto para garantir toda a estrutura necessária, com segurança e agilidade”, afirma.

Dr. Guilherme Falcão

Endoscopia terapêutica
O gastroenterologista e endoscopista Dr. Guilherme Falcão, do Hospital Dr. Beda, explicou como funciona a Z-POEM (Zenker Peroral Endoscopic Myotomy), uma das técnicas mais modernas da endoscopia terapêutica para o tratamento do divertículo de Zenker. A doença provoca dificuldade para engolir, regurgitação de alimentos, engasgos, tosse e até pneumonias por aspiração. Uma paciente foi submetida ao procedimento, realizado pela primeira vez em Campos.

“Realizado totalmente pela boca, sem incisões externas, o procedimento utiliza um endoscópio de alta definição para acessar e seccionar o músculo responsável pelos sintomas, preservando a mucosa do esôfago. A técnica proporciona maior precisão, altas taxas de sucesso, recuperação mais rápida, menor desconforto no pós-operatório e reduz o risco de recorrência, sendo considerada um dos principais avanços da endoscopia intervencionista para o tratamento da doença.”

De acordo com o endoscopista, o procedimento foi executado com perfeição técnica, utilizando o que existe de mais moderno em tecnologia. “Contamos com um bisturi eletrocirúrgico da Erbe e também com o apoio da empresa Pentax, que disponibilizou um equipamento de última geração, com tecnologia de alta definição. Estou realmente muito satisfeito. Tenho convicção de que a recuperação será rápida, e esse momento representa um marco para todos nós que defendemos e acreditamos no avanço da endoscopia terapêutica.”

Dr. José Antônio Barroso

O cirurgião e endoscopista Dr. José Antônio Barroso, que atua no GastroPrime, do Beda Prime, destacou que o procedimento representa um marco para a medicina da região por reunir alta tecnologia e baixa invasividade. “É um procedimento inédito na nossa região, com a grande vantagem de ser minimamente invasivo. Trata-se de uma técnica que exige muita experiência e elevado grau de expertise.”

O especialista participou da intervenção como médico auxiliar, função considerada essencial em procedimentos de maior complexidade. “Em cirurgias como essa, a atuação de mais de um especialista garante mais segurança ao paciente. Foi uma satisfação integrar a equipe e ampliar ainda mais meu conhecimento sobre essa técnica.”

Dr. Vitor Arantes

Destaque nacional e internacional
O cirurgião endoscopista Dr. Vitor Arantes coordena o Setor de Endoscopia Digestiva do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da UFMG e a Unidade de Endoscopia do Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte. Ele participou do procedimento cirúrgico inédito junto à equipe do Hospital Dr. Beda. O especialista é considerado um dos maiores nomes da área. É membro do Comitê de Câncer Gastrointestinal da Organização Mundial de Endoscopia e da Sociedade Interamericana de Endoscopia Digestiva. Também é co-diretor internacional do Curso High Quality em Endoscopia Digestiva Alta da Organização Mundial de Endoscopia.

O especialista destacou a infraestrutura do Hospital Dr. Beda após participar, pela primeira vez, de uma cirurgia na unidade. “É uma honra colaborar com esse hospital ao lado de toda a equipe. Encontramos uma infraestrutura privilegiada e uma organização muito eficiente.” Ele afirmou que a técnica realizada em Campos acompanha uma tendência mundial de expansão da endoscopia terapêutica.

“O método deixou de ser apenas um exame diagnóstico e passou a desempenhar também papel cirúrgico no tratamento de diversas doenças. Hoje realizamos inúmeras cirurgias por via endoscópica, evitando procedimentos convencionais com incisões. Conseguimos oferecer menor morbidade, menor mortalidade, menos sofrimento para o paciente e custos reduzidos. O crescimento desse tipo de procedimento representa um dos principais avanços da medicina minimamente invasiva no Brasil e no mundo. Atualmente, o Brasil ocupa uma posição de protagonismo na área da cirurgia endoscópica”, conclui.