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Ministério da Saúde orienta estados e municípios a manter estoques guardados de vacinas contra a dengue

Suspensão da vacina produzida pelo Instituto Butantan ocorreu após 42 reações graves e duas mortes suspeitas

Saúde Pública
Por Redação
10 de junho de 2026 - 8h07

Reprodução Agência Brasil

O Ministério da Saúde determinou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan e orientou estados e municípios a manterem as doses armazenadas até nova decisão. A medida foi adotada após o registro de 42 casos de reações graves e duas mortes, que seguem sob investigação para verificar possível relação com o imunizante.

Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a suspensão é preventiva e não significa que a vacina tenha perdido sua eficácia. Até o fim de maio, mais de 501 mil pessoas haviam sido imunizadas em municípios-piloto de São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Tocantins.

A recomendação é que as pessoas vacinadas nos últimos 21 dias fiquem atentas a sintomas como febre, dores no corpo, manchas na pele, sangramentos e vômitos. Caso apresentem algum desses sinais, devem procurar atendimento médico. De acordo com o ministério, esse é o período em que o vírus atenuado presente na vacina ainda pode circular no organismo.

Já quem recebeu a dose há mais de 21 dias não corre riscos relacionados aos casos investigados e permanece protegido contra a dengue. O Ministério da Saúde destaca que a vacina reduz em cerca de 65% os casos da doença e em mais de 80% as formas graves e internações.

Um comitê de especialistas será responsável por analisar os eventos adversos e definir os próximos passos. Enquanto isso, a vacina Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda e aplicada em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, continua sendo utilizada normalmente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Com informações da Agência Brasil