

Inaugurada em 1873, completando, portanto, 153 anos, a Ponte Barcelos Martins, que uniu pela primeira vez as duas margens do Rio Paraíba do Sul, é um importante ponto de memória pouco percebido pelas gerações atuais. O J3, em reportagem especial, propõe avivar sua importância para a história da cidade.
As interrogações sobre a ponte surgem sempre quando ela passa a fazer falta, o que ocorre no momento, com a sua interdição por conta do comprometimento de dois pilares de sustentação.
A reportagem ouviu a historiadora Rafaela Machado sobre a importância deste equipamento para o patrimônio público. Esclarece primeiramente o motivo pelo qual começou a ser chamada de Ponte de Pau, já que o piso era todo feito de madeira. O prefeito à época (1958), Barcelos Martins, decidiu substituir o pavimento antigo por concreto.
Em sua homenagem, em 1964 passou a ser chamada de Ponte Barcelos Martins. Fato é que a partir do ano de 2000 a ponte vem acumulando um histórico de interdições, até que foi decidida a restrição de seu uso, passando a ser utilizada apenas por pedestres, ciclistas e mais recentemente por motociclistas.
A Ponte Barcelos Martins precedeu outras quatro. Sua vizinha mais próxima é a Ponte Leonel Brizola, com ar metropolitano de perimetral.
É preciso avivar a memória não só para aguçar a afetividade do campista por sua história, mas não apenas isso. Cento e cinquenta e três anos depois, a Barcelos Martins continua mostrando como é necessária e importante em todos os sentidos, não somente no campo histórico. Pau, depois pedra (concreto) e que não seja o fim deste caminho.