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Guerra no Oriente Médio e petróleo em alta acendem alerta no comércio: FCDL orienta empresários a se prepararem

Presidente da FCDL-RJ, Fabiano Gonçalves explica como tensões envolvendo o Irã podem impactar diretamente o varejo brasileiro

Economia
Por ASCOM
13 de março de 2026 - 8h36
Presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado, Fabiano Gonçalves. — Foto: Divulgação

O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã e potências ocidentais, voltou a acender um alerta no cenário econômico internacional. O principal motivo é o impacto direto que qualquer conflito na região pode provocar no mercado global de petróleo — um fator que influencia desde a logística mundial até o preço final dos produtos nas prateleiras do comércio.

Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio de Janeiro, Fabiano Gonçalves, o momento exige atenção redobrada dos empresários e uma postura estratégica por parte do setor varejista.

Segundo ele, o comércio costuma sentir rapidamente os efeitos de crises internacionais, especialmente quando envolvem energia e transporte.

“O comerciante muitas vezes acredita que conflitos geopolíticos estão distantes da sua realidade, mas a verdade é que qualquer instabilidade no mercado de petróleo impacta diretamente o custo logístico, o frete, o transporte de mercadorias e, consequentemente, o preço final dos produtos. Isso pode pressionar margens e afetar o poder de compra da população”, explica.

A preocupação se justifica pela posição estratégica do Irã no Golfo Pérsico. A região abriga uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo: o Estreito de Ormuz. Aproximadamente um quinto de todo o petróleo comercializado globalmente passa por esse corredor marítimo. Qualquer ameaça de bloqueio, ataque ou escalada militar na região tende a provocar imediatamente a alta do preço do barril nos mercados internacionais.

Quando isso acontece, os efeitos rapidamente chegam ao Brasil. O país, apesar de ser produtor de petróleo, ainda sofre forte influência da cotação internacional na formação do preço dos combustíveis. O diesel, principal combustível do transporte de cargas no Brasil, é um dos primeiros a registrar aumento.

Com o diesel mais caro, o custo do frete sobe. Distribuidores repassam esse aumento ao varejo e o impacto acaba chegando ao consumidor final. Esse efeito em cadeia pode pressionar a inflação, reduzir o consumo e gerar um ambiente mais desafiador para o comércio.

De acordo com Fabiano Gonçalves, esse tipo de cenário reforça a importância do planejamento e da gestão estratégica por parte dos empresários.

“Momentos de instabilidade internacional exigem prudência e planejamento. O comerciante precisa acompanhar o cenário econômico, controlar bem seus custos, ter atenção à gestão de estoque e buscar eficiência operacional. Empresas que estão organizadas conseguem atravessar períodos de turbulência com mais segurança”, afirma.

Rede de apoio aos empresários

Ele ressalta ainda que, nesses momentos, o papel das entidades representativas do comércio torna-se ainda mais relevante. As CDLs, espalhadas por diversas cidades do estado, atuam como uma rede de apoio aos empresários, oferecendo orientação, informação estratégica e representação institucional do setor.

“As CDLs têm um papel fundamental nesse contexto. Elas ajudam o empresário a entender o cenário econômico, oferecem capacitação, promovem debates sobre tendências do mercado e defendem os interesses do comércio junto ao poder público. Em tempos de incerteza global, essa rede de apoio faz toda a diferença para que o lojista não enfrente os desafios sozinho”, destaca o presidente da FCDL-RJ.

Outro ponto ressaltado por Fabiano Gonçalves é a importância da união do setor empresarial. Segundo ele, o fortalecimento das entidades comerciais contribui para que o comércio tenha mais voz nas discussões sobre políticas econômicas, tributárias e regulatórias que impactam diretamente a atividade empresarial.

“O comércio é um dos motores da economia brasileira. Quando o setor está organizado e representado por instituições fortes, conseguimos defender melhor os interesses dos empresários e construir soluções para enfrentar momentos de crise”, afirma.

Diante de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas, a orientação da FCDL-RJ é que os comerciantes acompanhem de perto as mudanças no ambiente econômico e reforcem estratégias de gestão que garantam sustentabilidade ao negócio.

Para Fabiano Gonçalves, informação, planejamento e união institucional serão fatores decisivos para que o comércio continue crescendo, mesmo em um ambiente global cada vez mais complexo.

“O empresário brasileiro já demonstrou muitas vezes sua capacidade de adaptação. Com informação, planejamento e apoio das CDLs, o comércio tem condições de enfrentar desafios e continuar sendo um dos principais pilares do desenvolvimento econômico das nossas cidades”, completa.

Fonte: ASCOM/FCDL.