

O Hospital Ferreira Machado utiliza o Protocolo de Manchester para organizar o atendimento no pronto-socorro, priorizando os pacientes de acordo com a gravidade do quadro clínico. O sistema, reconhecido internacionalmente, assegura que os casos mais graves sejam atendidos primeiro, independentemente da ordem de chegada, garantindo mais segurança e eficiência no atendimento de emergências.
A metodologia classifica os pacientes em cinco categorias, identificadas por cores. Os casos classificados como vermelho representam situações de emergência absoluta e recebem atendimento imediato, como traumas severos, parada cardíaca, hemorragias e outras condições que oferecem risco iminente à vida. Em seguida, a classificação laranja indica casos muito urgentes, com tempo máximo de espera de até dez minutos, enquanto a cor amarela corresponde a situações urgentes, com atendimento previsto em até uma hora.
Pacientes classificados como verde ou azul, considerados pouco urgentes ou não urgentes, não são atendidos no HFM. Nesses casos, após avaliação inicial, os pacientes recebem orientação e são encaminhados para a Unidade Pré-Hospitalar (UPH), Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima de sua residência.
Referência regional em emergência vermelha, o Hospital Ferreira Machado é voltado prioritariamente para o atendimento de traumas e casos de alta complexidade. Devem procurar a unidade pacientes envolvidos em acidentes com fraturas graves, traumas oculares ou auditivos, lesões vasculares, suspeita de AVC hemorrágico, hemorragias digestivas, parada cardíaca, afogamentos, queimaduras extensas, ferimentos por arma branca ou de fogo, espancamentos, torções graves e mordeduras de animais.
De acordo com o diretor do Pronto-Socorro do HFM, o médico Fábio Macedo, a classificação de risco é essencial para o funcionamento adequado da unidade e para a segurança dos pacientes. Segundo ele, o hospital é direcionado principalmente a casos de extrema gravidade, e a procura por atendimentos que não se enquadram nesse perfil pode comprometer a assistência a quem corre risco de vida.
O diretor ressalta que o protocolo não tem como objetivo negar atendimento, mas organizar o fluxo de forma técnica e responsável. Todos os pacientes passam por avaliação inicial e recebem orientação adequada, sendo o tempo de espera definido conforme a gravidade do quadro clínico.
A classificação de risco é aplicada em todas as especialidades do hospital, incluindo clínica médica, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia e pediatria. Casos como gripe, febre baixa, enjoo, dores leves e pequenos cortes devem ser direcionados às UPHs, UBSs ou UPAs, permitindo que o pronto-socorro do HFM permaneça focado no atendimento de emergências graves.
Com informações da Secom/PMCG