

A defesa do médico Sandiano Mello Brum divulgou um comunicado na tarde desta sexta-feira (30), poucas horas após ele prestar depoimento e ser liberado da 145ª Delegacia de Polícia (São João da Barra). Na publicação, assinada pelo advogado criminalista Rauph Lemos, a defesa afirma que o médico “também figura como vítima do trágico acidente” ocorrido no município de São João da Barra na última terça-feira (27).
Era Sandiano quem conduzia o carro que colidiu e atropelou os jovens Kailla Victória Elias da Silva, de 19 anos, e Leandson Conceição da Silva, 22 anos. Os dois morreram no local. Kailla estava grávida de poucas semanas.
A redação do J3News teve acesso a imagens que mostram o médico chegando à unidade policial acompanhado de um advogado e sendo liberado do local após prestar depoimento. Ele é médico intensivista, com matrículas nos municípios de Campos e São João da Barra. Em Campos, é lotado no Hospital Ferreira Machado.
“Inicialmente, é importantissimo informar que o condutor do veículo também figura como vítima deste acidente trágico, tendo feito tudo o que estava ao seu alcance para evitar a tragédia que ocorreu em local ermo, sem qualquer iluminação pública adequada para a via, sendo pego de surpresa pela motocicleta que trafegava sem qualquer sinalização luminosa, além de estar trafegando dentro dos limites de velocidade permitidos. Trata-se de uma infeliz fatalidade”, diz a nota.
O posicionamento também aborda o fato do médico ter saído da unidade de saúde onde foi socorrido sem assinar qualquer termo. A defesa nega embriaguez do motorista. Em um vídeo que circulou pelas redes sociais, ele apareceu conduzindo o carro em alta velocidade, pouco antes do acidente fatal.
“Cabe esclarecer que é leviana a afirmação de que o condutor do veículo estava embriagado no momento do acidente não havendo qualquer prova ou indício de tal falácia nos elementos informativos do inquérito policial, tendo ocorrido a sua saída não registrada da unidade básica de saúde por medo de represálias, visto que desde o local do acidente já vinha sendo ameaçado por populares”, pontua.
O texto prossegue definindo o caso como uma fatalidade e afirmando que o condutor do veículo “também sofre com as consequências. “O caso está sendo tratado como acidente de trânsito resultando em homicídio culposo, quando ná intenção de matar, visto que foi evidentemente uma fatalidade que qualquer pessoa está sujeita a sofrer, e da qual o condutor do veículo também sofreu e sofre com as consequências”, diz.
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