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Macaé aparece entre os 100 municípios do Brasil com maior arrecadação de tributos

Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação com base em dados da Receita Federal, Macaé arrecada R$4,3 bilhões

Economia
Por Redação
30 de janeiro de 2026 - 8h59

Vista panorâmica da orla de Macaé (Arquivo/Ilustração)

Os 100 municípios com maior arrecadação de tributos no Brasil concentram 77,6% de todo o valor recolhido no país, embora abriguem apenas 36,4% da população brasileira. Os dados fazem parte de um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), com base em informações do banco de dados da Receita Federal e receitas administradas pelo Fisco referentes ao ano de 2024. No estado do Rio de Janeiro, destacam-se a capital fluminense e as cidades de Niterói e Macaé entre as 100 maiores arrecadações do país.

De acordo com o estudo, esses municípios arrecadaram mais de R$ 1,9 trilhão no período. O maior destaque foi a cidade de São Paulo, que sozinha recolheu R$ 581,2 bilhões, o equivalente a 23,1% de toda a arrecadação nacional. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (R$ 306,9 bilhões), Brasília (R$ 180,1 bilhões), Belo Horizonte (R$ 54,7 bilhões) e Osasco (R$ 50,2 bilhões). Também figuram entre os dez primeiros Curitiba (R$ 44,5 bilhões), Barueri (R$ 36,5 bilhões), Porto Alegre (R$ 33,7 bilhões), Itajaí (R$ 27,1 bilhões) e Campinas (R$ 26 bilhões).

Entre as 100 maiores arrecadadores do país, Niterói ocupa a 44ª posição, com R$ 6.168.857.229,50, enquanto Macaé figura na 62ª colocação, com R$ 4.392.148.620,77.

Na arrecadação per capita dos 100 municípios brasileiros, três cidades do estado do Rio de Janeiro se destacam no levantamento: o Rio de Janeiro está em 13º lugar, com R$ 45.599,05; Itatiaia aparece na 16ª posição, com R$ 43.584,36 por habitante; e Porto Real ocupa a 74ª colocação, com R$ 23.127,39 por pessoa.

Segundo o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, a concentração da arrecadação nas regiões Sul e Sudeste está ligada principalmente à maior presença de atividades industriais e comerciais. Ele explica que há municípios com população menor, mas com arrecadação elevada devido à concentração de indústrias, comércio e prestadores de serviços, e que mesmo cidades com forte presença do turismo ainda não conseguem alcançar os níveis registrados nos principais polos econômicos do país. Entre os municípios citados como exemplos desse perfil estão Jundiaí, Sorocaba, Caxias do Sul, Joinville, Itajaí, Porto Alegre, Curitiba, Osasco, Barueri e Campinas.

Arrecadação per capita

Na arrecadação per capita, o destaque é Barueri (SP), que arrecadou R$ 110,4 mil por habitante em 2024. Já São Paulo, apesar de liderar o ranking geral, aparece apenas na 12ª posição quando o critério é o valor por pessoa, com R$ 48.854,61, ficando atrás de municípios como Itajaí, Osasco e Brasília.

O IBPT também aponta que parte do ranking tende a mudar com a implementação da reforma tributária, já que o modelo de cobrança será alterado. Atualmente, os impostos são cobrados na origem, onde os bens são produzidos, o que favorece municípios com polos industriais e comerciais. Com a reforma, a cobrança passará a ocorrer no destino, onde o consumo acontece, o que pode beneficiar cidades mais populosas.

Olenike avalia que a mudança não deve ser imediata, mas a expectativa é de que municípios que recebem mercadorias ganhem mais destaque na arrecadação, com possibilidade de crescimento principalmente em regiões do Norte e do Nordeste, que hoje compram mais produtos de outras regiões do que vendem.

Regiões do Brasil

Na distribuição regional, o Sudeste concentra 53 dos 100 municípios do ranking, sendo 36 em São Paulo, nove em Minas Gerais, quatro no Espírito Santo e quatro no Rio de Janeiro. O Sul aparece com 26 municípios, sendo 12 em Santa Catarina, sete no Rio Grande do Sul e sete no Paraná.

O Nordeste soma 12 municípios, com destaque para Bahia (3) e Pernambuco (2), além de Ceará, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e outros estados com um município cada.

O Centro-Oeste tem seis municípios, incluindo três em Goiás e Brasília, que se destaca pela concentração de tributos arrecadados por ser a capital federal, além de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com um município cada. Já a região Norte aparece com três municípios, um no Amazonas, um no Pará e um em Rondônia.

Com informações do G1