

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou nesta quinta-feira (29) a segunda fase da Operação Pretorianos, que investiga a participação de policiais na estrutura de segurança armada do contraventor Rogério Andrade, apontado como um dos principais nomes do jogo do bicho no estado.
Durante a ação, dois policiais militares aposentados foram presos: Carlos André Carneiro de Souza e Marcos Antonio de Oliveira Machado. A operação contou com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar.
O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) denunciou Rogério Andrade e os dois ex-PMs por constituição de organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e por corrupção ativa. A denúncia foi aceita pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da capital.
Segundo o Ministério Público, os policiais presos integravam a equipe de segurança pessoal do contraventor e também prestavam serviços diretos a familiares dele. As investigações apontam ainda que Carlos André teria subornado um policial da ativa para obter informações sigilosas sobre operações e direcionar ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos ligados a grupos rivais.
Rogério Andrade também era alvo de mandado de prisão nesta fase, mas já estava encarcerado em presídio federal por outro processo: o que apura a morte do rival Fernando Iggnácio, executado em 2020.
A Operação Pretorianos foi deflagrada pela primeira vez em março de 2024 e resultou na prisão de 18 policiais, além do cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão. À época, o MPRJ denunciou 31 pessoas por participação no esquema.
Com informações do G1