

O ano de 2026 acaba de completar um mês e o município de Campos já conta com potência total instalada de 111.164 kWpico na produção de energia solar fotovoltaica, produzindo 555.820 kWh-dia. Os dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação apontam que Campos permanece como o segundo maior município do estado na produção de energia solar fotovoltaica e unidades consumidoras beneficiadas.
O secretário da pasta, Marcelo Neves, ressalta que, como o consumo médio do cidadão brasileiro é de 6,5 kWh-dia, a energia gerada pelos módulos fotovoltaicos em Campos seriam suficientes para suprir a demanda de energia de uma população de 85.510 habitantes.
“Uma cidade desse porte emitiria 640 (T.CO2.e/mês) na atmosfera, se consumisse energia no formato convencional, o que agravaria ainda mais as questões climáticas. Aqui em Campos dos Goytacazes, os módulos fotovoltaicos instalados evitam essas emissões e o clima do planeta agradece. No ano de 2025, foram evitadas emissões de 5.803 (T.CO2.e) com os módulos fotovoltaicos em operação”, comentou Neves.
De dezembro de 2025 a janeiro de 2026, o município de Campos registrou a potência instalada de 108.535 kWpico em energia solar, com 16.835 instalações. Só em janeiro deste ano, esses números subiram para 111.164 kWpico e 17.088 instalações.
Marcelo ainda destacou que em 2025 foram instalados novos módulos fotovoltaicos que acrescentaram potência de 18.506 kWpico ao sistema, beneficiando 2.559 novos consumidores com compensação tarifária.
Panorama nacional
No Brasil, a evolução da potência instalada dos módulos fotovoltaicos em 2025 apresentou uma redução de 29%, em comparação com 2024. Os fatores que contribuíram para essa queda compreendem o ônus proveniente das conexões aos sistemas de distribuição; a capacidade técnica da rede x inversão do fluxo de carga; a volatilidade do dólar x importações; as taxas de juros elevadas; e a insegurança jurídica no setor de energias renováveis.
“Essas questões provocaram reavaliações de projetos, adiamento de cronogramas e desvio de investimentos de capital para outros segmentos. Como o gargalo está na conexão, o foco para a busca de novos processos e produtos aponta para as novas técnicas de armazenamento da energia, porque a tecnologia fotovoltaica é robusta, a demanda existe e a transição energética tem que continuar”, concluiu Marcelo Neves.
Fonte: Prefeitura de Campos