

O Hospital Ferreira Machado (HFM) realizou, nessa quarta-feira (21), a primeira captação de órgãos de 2026 na unidade. O procedimento teve início às 11h e foi concluído por volta das 18h, mobilizando equipes especializadas e residentes do hospital.
A doação foi autorizada pela família de um homem de 47 anos, morador do Parque Lebret, que morreu após sofrer uma perfuração por arma de fogo no crânio. Foram captados rins, córneas, ossos e tendões, órgãos e tecidos que irão beneficiar pacientes que aguardam na fila nacional de transplantes. A captação foi conduzida pela equipe do NF Transplantes e contou também com a participação de residentes da Traumatologia e Ortopedia.
De acordo com a médica responsável pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do HFM, Patrícia Rangel, o gesto da família transforma a dor da perda em esperança.
“A doação autorizada pela família contemplou a captação dos rins, córneas, ossos e tendões. Uma perda irreparável que pode ser confortada pelo ato de doar vida a outros. A equipe da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do HFM é comprometida em acolher a família enlutada e ofertar o direito à doação de órgãos e tecidos”, destacou.
A médica também ressaltou o trabalho da equipe de enfermagem durante todo o processo. “Destaca-se a enfermeira Roseli Pacheco, integrante da equipe, que acolheu essa família, explicou todo o processo e deu o devido seguimento, que culminou com a doação”, completou Patrícia Rangel.
O caso
O homem foi baleado no dia 11 de janeiro. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele foi encontrado em estado grave, recebeu os primeiros atendimentos ainda no local e foi encaminhado ao Hospital Ferreira Machado. Dias depois, teve a morte encefálica confirmada, possibilitando a doação dos órgãos.
Um ato que salva vidas e desafia preconceitos
Para quem deseja ser doador, a principal recomendação é conversar abertamente com os familiares, pois, na prática, é a família que dará a palavra final no momento da doação. A decisão de doar órgãos dá uma nova chance de vida a quem aguarda por um transplante. Ainda assim, a desinformação e o medo fazem com que famílias optem por não autorizar a doação.
Muitas famílias recusam por desconhecimento do processo ou insegurança em um momento de perda, então, a abordagem é um ponto importante, como explicou a nefrologista Lílian Barreto, em entrevista ao J3News.
“A abordagem da família é uma situação crucial para que o processo de doação seja realizado. É importante que o médico seja claro e objetivo, expondo que a doação pode salvar vidas, mas sempre respeitando a dor da perda, e principalmente, ter empatia”, disse.
Com informações da assessoria de imprensa do HFM.