

Os municípios que integram a Bacia de Campos recebem volumes expressivos de royalties do petróleo nesta quinta-feira (22), segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Os repasses reforçam a importância econômica da atividade petrolífera para as finanças municipais, especialmente no Norte Fluminense, Região dos Lagos e Metropolitana Leste Fluminense, além de cidades capixabas e paulistas. Todos tiveram repasses menores que no período anterior.
Entre os destaques está Maricá, que lidera o ranking estadual com repasses que ultrapassam R$ 86,8 milhões no período analisado, consolidando-se como o maior beneficiário entre os municípios fluminenses produtores ou confrontantes.
Na sequência aparecem Macaé, referência histórica da indústria do petróleo, com cerca de R$ 57,7 milhões, e Niterói, que recebeu aproximadamente R$ 46,7 milhões em royalties.
No Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes segue entre os principais beneficiários, com repasses que somam cerca de R$ 32,6 milhões, mantendo papel central na distribuição regional dos recursos oriundos da exploração petrolífera. São João da Barra, que abriga o Porto do Açu, também figura entre os destaques, com aproximadamente R$ 10,6 milhões no período.
Outro município da região, São Francisco de Itabapoana, recebeu em torno de R$ 2,6 milhões, enquanto Quissamã contabilizou cerca de R$ 7,5 milhões em royalties ao longo do ano.
Na Região dos Lagos, Saquarema aparece com repasses próximos de R$ 28 milhões, seguida por Cabo Frio, que recebeu cerca de R$ 16,1 milhões. Rio das Ostras, outro importante município confrontante, acumulou aproximadamente R$ 11,6 milhões no período.
Os dados da ANP mostram ainda variações mensais nos valores repassados, influenciadas por fatores como produção, preço internacional do petróleo e regras de distribuição. Mesmo com oscilações ao longo do ano, os royalties seguem como fonte estratégica de receita para investimentos em infraestrutura, saúde, educação e políticas sociais nos municípios da Bacia de Campos.