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A segurança por um fio

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Opinião
Por Redação
18 de janeiro de 2026 - 0h01
Foto: Reprodução

No emaranhado de crimes registrados todos os dias em Campos, um tem chamado a atenção pela ousadia e frequência: o roubo de fios quer de residências, comércio e de postes em vias públicas.

Em um primeiro momento, parece um crime de menor potencial, um roubo sem colocar em risco a integridade física da vítima. Ledo engano, já que o roubo de um único fio pode causar várias vítimas que ficam sem serviços essenciais, como o de energia elétrica e internet.

Esse tipo de crime, que se tornou comum nas cidades a partir da valorização do cobre, , precisa ser combatido em duas pontas: no ato do roubo e na sua receptação.

A ideia de que o criminoso que rouba o fio é na maioria das vezes uma vítima da sociedade que mora ao relento acaba tirando o foco sobre o receptador que ganha muito dinheiro e alimenta esse tipo de delito, que é grave e de consequências imprevisíveis.

Roubos de fios comprometem atividades econômicas, tirando do ar sistemas como o de internet, afetando tudo e todos. É irônico porque câmeras que poderiam captar a imagem do crime acabam sendo, em muitos casos, inúteis, pois os fios que garantem sua funcionalidade acabam sendo roubados.

É preciso que a segurança pública institua uma espécie de força-tarefa para juntar, com investigação e inteligência, as pontas desses fios e chegar aos receptadores.

Em suma, a situação é tão grave quanto para muitos parece algo banal. Juntem as pontas desses fios soltos, como se diz no jargão das investigações, e essa rede de crime que interliga quem rouba e quem compra será desconectada. Caso contrário, a segurança coletiva vai continuar por um fio.