

Sem rodeios, é fato que estamos vivendo um ciclo nefasto que faz com que a classe política, numa visão deformada, tão logo acabe uma eleição, já mire na próxima.
Logo, vê-se anulado o dever daquele que se elege para cargo eletivo – que é cuidar dos interesses do Brasil e da população – substituído por um status eleitoral permanente que em parte explica a difícil situação do Brasil.
Observa-se que a enxurrada de pesquisas contribui sobremaneira para que os envolvidos se voltem para o que indica esta ou aquela pesquisa. O resultado é uma gangorra permanente, ao sabor de acontecimentos isolados, que direcionam o “trabalho” dos eleitos.
Corre-corre – Portanto, se a pesquisa tal aponta que a reprovação do presidente Lula aumentou com o escândalo do INSS, então os esforços são dirigidos para aquele problema. Mas se houver melhoria no setor tal, então é para ali que se voltam os olhos do Planalto.
Na recente pesquisa AtlasIntel divulgada semana passada, a operação policial do Rio e a questão da Segurança Pública fizeram subir a desaprovação do presidente. Logo, os esforços passam a ser direcionados para aquela agenda.
Enfim, na bússola da política brasileira, não é o interesse público que dá aos governantes a direção a ser seguida, mas as pesquisas.
De mais a mais, pesquisa reflete o momento, que muda em dias ou semanas. Logo, restando quase um ano para a eleição, têm valor insignificante porque o eleitor troca de candidato até no instante de votar.
Erros – Como registro, vale lembrar que na disputa de 1º turno da eleição de 2022, o Ipec conferiu 51% para Lula e 37% para Bolsonaro. Na mesma linha, o Datafolha apontou 50% para Lula e 36% para Bolsonaro. Ambos os institutos consideraram como bastante provável que o petista vencesse no 1º turno.
Mas os números foram bem diferentes. Houve 2º turno e o presidente Lula venceu por 1,8% – a menor margem na história das eleições presidenciais do Brasil.


Não passa uma semana sem que o Brasil seja sacudido por problemas políticos e escândalos que vão institucionalizando e colocando em ‘modo’ permanente a crise no País.
É como se um temporal fosse substituído por uma tempestade na semana seguinte e aí por adiante. Uma coisa retroalimentando a outra.
Semana passada o ministro Gilmar Mendes, criou polêmica ao suspender em caráter liminar vários trechos da Lei do Impeachment relativo ao afastamento de ministros da Corte e restringiu à PRG a prerrogativa de entrar com pedidos desta natureza contra os juízes.
Na base do ‘quem manda sou eu’, negou pedido de reconsideração feito pelo governo federal, via Advocacia Geral da União. “É manifestamente incabível” – disse. E ponto.
Diante do turbilhão que atropela o País, talvez fosse mais sensato se o ministro Gilmar tomasse essa decisão em momento menos conflituoso. A medida ainda depende de referendo da Corte.
Para não fugir à regra, mais um presidente da Alerj foi preso. Depois de Jorge Picciani, Paulo Melo e Sérgio Cabral, semana passada foi a vez do atual presidente, Rodrigo Bacellar, receber voz de prisão da Polícia Federal em cumprimento de mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes.
O deputado é suspeito de vazar informações sigilosas da ação que levou à prisão o ex-deputado Thiego dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, ligado a uma facção criminosa do Comando Vermelho. No carro do deputado também foi encontrado 90 mil reais.
Mas tudo isso ficou para trás porque na segunda (08) o plenário da Casa resolveu revogar a prisão de Bacellar com base em dispositivo previsto na Constituição.
Candidatura
Em nova reviravolta, Michelle Bolsonaro, que estava em vias de ser ‘enquadrada’ no partido, virou o jogo e fez as pazes com o filho n. 1 de Bolsonaro, Flávio, que agora está cotado para ser o escolhido pelo ex-presidente. Mas também durou horas e a confusão entre ele, o irmão Eduardo, Tarcísio de Freitas e Michelle continua.






Em sessões solenes na Câmara e na Uniflu, foi realizado com grande repercussão o jubileu de ouro de formatura da primeira turma da Faculdade de Odontologia de Campos. À frente do evento estiveram o ex-vereador e professor da faculdade, Ivan Machado, juntamente com o coordenador do curso, professor Rafael Correa.
A relevante iniciativa remete a notável valor histórico, além de homenagear aqueles que à época se propuseram a trazer a Odontologia numa cidade que então engatinhava na criação de cursos superiores, valorizando o ensino local e favorecendo para que os futuros profissionais não precisassem mais se deslocar para os grandes centros em busca de abraçar a profissão de cirurgião dentista.
É necessário registrar que os tempos eram outros e montar uma faculdade de tal envergadura e investimento não se dava senão com grande empenho.
Destaca-se merecida homenagem ao professor Rutílio Caldas Pessanha, que recebeu o título de professor Honoris causa. Menção especial também ao mentor da FOC, dr. Rubens Pessanha Alves Gomes.
O deputado federa Alair Ferreira recebeu, igualmente, todas as honras, visto que o parlamentar prestigiado parlamentar viabilizou a criação da Faculdade de Odontologia, como fizeram com os cursos de Direito e Filosofia.


No Brasil em que enorme fatia da população acorda às 4 da manhã para se aventurar no transporte público de péssima qualidade, sofrendo para chegar ao emprego cujo salário mal dá para sobreviver… e vai se esquivando dos criminosos para conseguir voltar pra casa 10 da noite, comer o que tiver – se tiver – e ‘cair’ na cama para retomar mais do mesmo no dia seguinte –, o futebol acaba sendo a única “diversão”.
Assim, com as duas conquistas seguidas do Flamengo, “o mais querido” fez a alegria de aproximadamente 45 milhões de brasileiros, que recorrem à bola para sorrir, rir, esbravejar e saltar de felicidade.
Um orgulho que alcança a dignidade: o rubro-negro é Campeão da Libertadores e Campeão Brasileiro. O primeiro e único time do País a conquistar o tetra da competição continental.
São 4 Libertadores, 9 Brasileiros (considerando o de 1987), 5 Copas do Brasil e 39 títulos do Estadual – contabilizando apenas as conquistas mais populares.
O Mengão detém 24,8% dos torcedores do Brasil, seguido pelo Corinthians, com 19,4%; Palmeiras, com 8,1%; São Paulo, 7,7% e Vasco da Gama, 5ª maior torcida do País, com 5%
Mas não são os títulos o que mais importa. O importante é que o Flamengo é o time do povo, que deixou de lado todas as mazelas do dia-a-dia para guardar na memória e no coração a cabeçada de Danilo, que veio de trás, foi lá no terceiro andar para a cabeçada certeira no canto direito do goleiro palmeirense. E aí é só cantar:
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo / Flamengo sempre eu hei de ser…