

A prisão do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) parece ser mais um capítulo de envolvimento de lideranças políticas fluminenses com desmandos de toda sorte. Ele é o quarto presidente da Alerj a ser preso e cinco governadores do Rio também foram presos, em crimes que vão desde esquemas de corrupção até suspeita de compra de votos.
Essa sucessão de escândalos envolvendo figuras centrais do poder estadual revela um padrão que faz a política do Rio de Janeiro chamar mais atenção pelas prisões de políticos do mais alto escalão do que por suas ações administrativas.
Fato é que a sucessão de prisões de políticos de alto escalão no Estado do Rio de Janeiro passou a ser uma rotina. O que não é nada bom para o ambiente político fluminense, já tão castigado por assuntos correlatos anteriores.
Há quase três décadas o Estado do Rio de Janeiro vive essa insegurança política. Sem entrar no mérito da culpabilidade ou da presunção de inocência, esse acontecimento deveria impor uma reflexão das forças políticas fluminenses, porque o primeiro passo é resgatar as virtudes republicanas desta classe política e pôr um fim neste ciclo vicioso.