

Aeroporto ganhou novo terminal de passageiros (Foto: Divulgação)
O Aeroporto Bartolomeu Lisandro recebeu, nesta quinta-feira (12), a retomada dos voos da empresa Azul, que estavam suspensos desde de março deste ano, por conta da pandemia do novo coronavírus. A volta das operações é fruto da parceria público-privada, entre a Prefeitura de Campos e a concessionária, que garantiu a revitalização do aeroporto e a construção de um novo terminal de passageiros com padrões entre os maiores do Brasil e seguindo todos os protocolos de segurança à saúde. O novo terminal tem 1.200 metros quadrados, enquanto o antigo funciona em 560 metros quadrados.
A retomada das atividades comerciais foi acompanhada de perto por algumas autoridades, entre elas o assessor especial da companhia, Ronaldo Veras, que chegou a Campos no primeiro voo do dia, por volta das 7h50.
Veras aproveitou para conhecer o novo terminal misto de passageiros e o recém inaugurado Novo Parque de Abastecimento de Aeronaves (PAA). Toda visita foi acompanhada pelo superintendente do aeroporto, Cipriano Magno de Oliveira, o presidente da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca), Vinicius Viana, e a superintendente de Comunicação da Prefeitura, Suzy Monteiro, além de outros convidados limitados por conta dos protocolos de segurança e enfretamento à pandemia do novo coronavírus.
O assessor especial da presidência da Azul disse que fez questão de acompanhar de perto a retomada das atividades da companhia no município, visto por ele como estratégico. Ao conhecer o novo terminal misto de passageiros, que fica a pouco metros do antigo prédio de embarque, Ronaldo afirmou ter ficado surpreso com a estrutura.
“Parabéns aos nossos parceiros pela estrutura. A última vez que eu vim aqui foi no terminal antigo, e é um prazer muito grande ver o que estou vendo agora. Na retomada das atividades da nossa companhia, confesso a vocês, que Campos foi uma das primeiras cidades que nós pensamos, porque tem um potencial extremamente interessante, uma representatividade para o estado do Rio de Janeiro elevadíssima”, destacou Ronaldo Veras.


“Nós fizemos de tudo para estarmos aqui hoje. Estamos voltando com uma aeronave Grand Caravan, uma aeronave para nove passageiros, um turboélice monomotor, o mais seguro na categoria. Serão dois voos diários, em horários estratégicos, ligando Campos não só ao Santos Dumont, mais a outros dez destinos, por enquanto, em breve um pouquinho mais. Uma série de conexões graças a nossa capilaridade. Logo devemos anunciar um outro tipo de aeronave”, informou, acrescentando que o mais provável é voltar com o mesmo modelo que atuava antes da pandemia com capacidade para 70 assentos.
A praticidade de ter o voo comercial de volta agradou a passageira Maria das Graças Ramalho de Souza, que a acompanhada do filho Gabriel, de 5 anos, embarcou na manhã desta quinta para o Rio, de onde seguiria para seu destino em Brasília.
“Eu venho para Campos todo ano para visitar minha família e desta vez tive que vir de avião até o Rio e depois pegar um ônibus. Ter a volta destes voos é muito importante, facilita bastante”, comentou a passageira.
Novo terminal entre os maiores do país
De acordo com o superintendente do Aeroporto, a retomada do voo comercial no novo terminal de passageiros reforça o compromisso da concessionária responsável pela unidade com os padrões de qualidade técnica e de segurança, que colocam o Aeroporto Bartolomeu Lisandro entre os maiores do país.
“Desde o início de 2019, o Aeroporto Bartolomeu Lisandro vem se modernizando, com padrões de qualidade técnica e de segurança. Nos voos comercias, são dois pousos e duas decolagens diariamente. Mas este novo terminal atende também os usurários dos voos offshore. Ele tem 1.200 metros quadrados, enquanto o antigo funciona em 560 metros quadrados. Além de maior funcionalidade e conforto, o espaço se preocupa com sustentabilidade”, destacou Cipriano.
O grande potencial de atuação do aeroporto é ressaltado pelo presidente da Codemca. “Estamos aqui em um terminal do nível que a nossa região merece, nível Brasil. Tínhamos um terminal antigo que há muitos anos não recebia investimentos. Quando nós entramos na gestão em 2017, tivemos a surpresa de estar com o aeroporto em um entrave jurídico entre Infraero e município de Campos e abordamos essa situação com muita coragem para podermos chegar aqui hoje a este nível. Não foi fácil”, destacou.
A Codemca chegou a fazer sozinha, por mais de um ano a gestão do aeroporto, mas logo buscou uma parceria público-privada.
“Nós fizemos um trabalho, baseado em estudos, para entender qual seria a melhor solução para este aeroporto. Chegamos a conclusão que precisaríamos de chegar a um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), fazer um estudo e entregar o aeroporto para uma concessionária, como no Brasil todo vem fazendo. Nós conseguimos fazer pelo município, o que é muito importante, coisa que a gestão anterior não conseguiu fazer”, ressaltou Vinícius.
Investimentos previstos acima de R$ 200 milhões
Com investimentos previstos de R$ 30 milhões em quatro anos, e mais de R$ 200 milhões até o fim da concessão daqui a 29 anos, o aeroporto tem potencial de crescimento para atender também a mais voos offshores e ampliar seus voos particulares, que variam de acordo com a demanda, mas que são de 8 a 10 voos diários.
Além da Azul, com o voo comercial, a Companhia CHC já opera com os embarques e desembarques na área offshore, atendendo à Shell na Bacia de Campos com dois pousos e duas decolagens diariamente. No entanto, segundo Vinicius Vianna, o município de Campos sempre está buscando mostrar o potencial do aeroporto para outras empresas que chegam para atuar na Bacia de Campos, como a Perenco, Trident e Petrorio.
“Novas empresas estão explorando petróleo na região e temos potencial para absorver os seus embarques”, destacou Vinícius.
A ampliação de voos se torna ainda mais possível diante do Novo Parque de Abastecimento de Aeronaves (PAA), que fez do aeroporto mais atrativo comercialmente.
Com o início de operação, no final do mês de setembro, a empresa Air BP aumentou em 10 vezes a capacidade de abastecimento de aeronaves — agora são 200 mil litros de querosene de aviação e 20 mil litros de gasolina de aviação. Com isso, foi possível apresentar uma redução significativa nos preços dos combustíveis.
“Seguindo os protocolos internacionais de segurança, o PAA da BR Distribuidora precisou ser deslocado por ficar ao lado no novo Terminal de Passageiros. A administração do aeroporto ofereceu uma nova área à empresa para a instalação do parque. A permanência da BR Distribuidora está em negociação”, informou o superintendente do Aeroporto.
Rota Rio-Campos-Rio – Azul (sem conexão)
Os voos saem do Aeroporto Santos Dumont às 6h50, com previsão de chegada em Campos às 7h45; e às 14h50, com desembarque às 15h45, no aeroporto Bartolomeu Lisandro.
De Campos, os voos saem às 8h10, com desembarque no Santos Dumont às 9h05; e às 16h10, com chegada às 17h05 ao Rio.