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“Estamos vivendo como porcos, na lama”: Moradores da comunidade Beira da Linha protestam por melhorias

Entre os problemas relatados está a dificuldade de acesso de serviços essenciais

Campos
Por Leonardo Pedrosa
3 de fevereiro de 2026 - 11h53
Com cartazes, moradores da Beira da Linha protestaram nesta manhã. — Reprodução: Arquivo Pessoal

Moradores da comunidade Beira da Linha, em Campos, realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (3) em frente à sede da Prefeitura para denunciar as condições do local. Como forma de manifestação, o grupo chegou a bloquear a Avenida Nilo Peçanha, no sentido BR-101. “Quando o povo é ignorado, a revolta toma as ruas”, dizia um dos cartazes.

Segundo os moradores, os transtornos se intensificam em períodos de chuva. As vias da comunidade, formadas por pedra e trechos de terra, ficam tomadas por lama e poças de água, dificultando a circulação de veículos e pedestres. A situação teria se agravado após as últimas chuvas registradas na cidade.

No momento da última atualização desta reportagem, a Prefeitura informou que o Secretário de Serviços Públicos, Diego Dias, está no local fazendo o levantamento da demanda junto aos moradores. O objetivo, segundo a nota, é entender as necessidades de quem vive no local, para que o poder público consiga atender as demandas.

Entre os problemas relatados está a dificuldade de acesso de serviços essenciais, como rede de esgoto. Um ônibus escolar, por exemplo, não conseguiu entrar em parte da comunidade devido ao excesso de lama, o que comprometeu o transporte dos alunos. Moradores também reclamam da presença constante de água parada, mau cheiro e mato alto às margens da estrada, o que reduz ainda mais o espaço para passagem.

Moradores publicaram vídeos relatando problemas. — Reprodução: Arquivo Pessoal

Em contato com o J3News, morador da comunidade, Jeferson Silva desabafou sobre a realidade enfrentada. “Ninguém merece viver nessa situação aqui. Muitas vezes precisamos sair para trabalhar pisando em água contaminada e lama. Tem esgoto na rua por falta de saneamento básico”, relatou. Ele também afirma que promessas antigas nunca saíram do papel. “O prefeito apareceu aqui em 2019, falando que tinha projeto para dentro da comunidade e até hoje nada”, disse.

A falta de soluções obriga os próprios moradores a improvisarem. “Toda vez que chove, a água entra dentro das casas. A gente acaba abrindo buracos na rua para a água escorrer, prejudicando ainda mais a rua, mas é a única saída que temos. Caso contrário, a água invade as casas”, afirmou. Ele completou: “Estamos vivendo como animais, no meio do mato, e como porcos no meio da lama. Não dá mais para aceitar isso”, afirma.