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Esquema de golpes virtuais movimentou mais de R$ 120 milhões em Campos, aponta Ministério Público

Segundo investigação, uma denunciada movimentou R$ 15 milhões entre 2019 e 2022

Campos
Por ASCOM
12 de janeiro de 2026 - 12h22
Foto: Josh

O Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ) denunciou 12 pessoas por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro oriundo de golpes virtuais praticados em Campos. As investigações apontam que os denunciados ocultaram e dissimularam a origem, a movimentação e a propriedade de mais de R$ 120 milhões obtidos a partir de crimes patrimoniais, principalmente estelionatos.

De acordo com a denúncia apresentada à Justiça, a maioria dos envolvidos integra um mesmo grupo familiar suspeito de administrar esquemas de fraudes virtuais. Conforme o documento, os golpes eram aplicados por meio da clonagem de cartões bancários, criação de sites falsos de vendas online, entre outras práticas ilícitas.

A apuração indica ainda a existência de um núcleo responsável por intermediar a ligação entre esse grupo familiar e outros participantes do esquema, facilitando a movimentação e a ocultação dos recursos financeiros provenientes dos crimes.

Segundo o Ministério Público, alguns denunciados atuavam como operadores diretos do esquema, enquanto outros exerciam a função de “laranjas”, recebendo e repassando valores, além de cederem seus nomes para o registro de bens que, na prática, permaneciam sob o controle dos principais articuladores do grupo.

Para dificultar o rastreamento dos recursos, os envolvidos fracionavam transações bancárias, utilizavam empresas e recorriam a diversas estratégias para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras. O volume de dinheiro movimentado chamou a atenção dos investigadores: uma das denunciadas, por exemplo, teria transacionado cerca de R$ 15 milhões entre 2019 e 2022, sendo mais de R$ 6 milhões apenas em um único mês de 2022, apesar de declarar renda mensal incompatível com esses valores.

Com informações do MPRJ.