

O primeiro dia útil de 2026, nesta sexta-feira (2), foi marcado por pouco movimento nas ruas centrais de Campos dos Goytacazes. Durante toda a manhã — e com a expectativa de que o cenário se mantivesse ao longo do dia — avenidas e calçadas permaneceram tranquilas, reflexo do feriadão de Réveillon, já que o Ano Novo caiu na quinta-feira (1º).


A reportagem do J3News percorreu pontos tradicionais do Centro e constatou o baixo fluxo de veículos e pedestres. Na Avenida Alberto Torres, assim como na Avenida 15 de Novembro, o trânsito seguia leve, com poucas pessoas circulando. O mesmo cenário foi observado no terminal de ônibus e vans, onde o movimento era reduzido.


Um pouco mais de agitação foi percebida nas agências bancárias instaladas no Centro, principalmente por parte de idosos, aposentados e pensionistas que, sem familiaridade com aplicativos e serviços digitais, optaram por realizar saques e atendimentos presenciais neste início de ano.
Já nos serviços públicos, o movimento também foi fraco. Na agência do INSS, a reportagem conversou com o pedreiro Elivelton Alexandre, morador de Guarus, que tinha uma perícia agendada para esta sexta-feira, mas acabou não sendo atendido.


“Cheguei cedo, estava marcado para oito horas, fiquei esperando, mas depois cancelaram. Agora remarcaram para o dia 12 de fevereiro”, relatou. Sobre o movimento da cidade, ele foi direto: “Muito vazia”.
Ao falar sobre o novo ano, Elivelton expressou um desejo comum entre muitos trabalhadores. “Espero muita melhora em 2026. Principalmente emprego, porque é isso que está faltando hoje. Emprego e melhoria de vida”, afirmou.


No comércio, a expectativa era cautelosa. Mesmo com lojas vazias no início do dia, comerciantes mantinham esperança de alguma movimentação. A vendedora Suiane Ribeiro, que trabalha em uma loja do shopping localizado na área central, contou que já está acostumada ao ritmo lento do dia 2 de janeiro.
“Eu sempre trabalho nesse dia. É calmo assim mesmo”, disse. Questionada sobre as vendas, avaliou: “Mais ou menos. Ainda tem gente vindo comprar presentes”.


Segundo ela, muitos consumidores deixam para depois as compras de fim de ano. “Tem pessoas que não deram presente no Natal e acabam vindo agora”, explicou. A expectativa era de conseguir vender até o fechamento da loja, às 19h.
Para 2026, Suiane resumiu seu desejo de forma simples e positiva: “Coisas boas. Que seja um ano de coisas boas”.
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