

A novela da chegada da Havan a Campos começou em 2022 e já teve capítulos suficientes para uma boa série. Mas a história caminha para um desfecho positivo. Contatos com o departamento de expansão do grupo catarinense reforçam que a instalação de uma unidade no município continua nos planos da empresa. A diferença é importante. Antes, a Havan pretendia ocupar uma área alugada. No início deste ano, decidiu comprar o terreno, localizado no perímetro urbano da BR-101. O investimento na propriedade fortalece a expectativa de concretização do empreendimento. Segundo informações do setor comandado por Nilton Hang, a intenção é chegar com toda a estrutura característica da rede. Inclusive com a famosa Estátua da Liberdade. Que venha!


A localidade de Espírito Santinho, no Norte de Campos, prepara mais uma celebração de sua tradição rural. Entre os dias 26 e 29 de novembro acontecerá a sétima edição da Festa do Queijo, com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura. O grande destaque será um queijo gigante, atração que promete despertar a curiosidade dos visitantes. A programação também contará com mais de 15 variedades de queijos. Espírito Santinho já ocupou posição de destaque na produção leiteira fluminense, sendo uma das principais referências do setor no Estado. Agora, a atividade começa a recuperar espaço na economia local. A festa valoriza os produtores, movimenta o comércio e mantém viva uma tradição importante do interior campista.


A história de Campos guarda personagens que merecem ser conhecidos pelas novas gerações. Um deles é Alberto Frederico de Morais Lamego, falecido em 1951, que reuniu uma das mais importantes coleções de documentos e livros sobre a história brasileira. Filho do historiador Alberto Ribeiro Lamego, nascido em Itaboraí, mas profundamente ligado a Campos, onde viveu no Solar dos Airizes, Alberto Frederico herdou o interesse pelos estudos históricos. Sua coleção brasiliana reunia 3.750 volumes, entre livros raros, documentos e publicações de grande valor cultural. Parte desse material foi pesquisada e adquirida em Portugal, incluindo documentos relacionados à Torre do Tombo, um dos mais importantes arquivos históricos portugueses. Em 1935, a coleção foi adquirida pela Universidade de São Paulo, com a intermediação do escritor Mário de Andrade nas negociações. O acervo passou a integrar o patrimônio da USP e hoje está sob a guarda do Instituto de Estudos Brasileiros, o IEB.USP. Trata-se de um conjunto documental de enorme relevância para pesquisadores da história nacional. Já o acervo de seu pai, Alberto Ribeiro Lamego, permanece em Campos, no Arquivo Público Municipal. Uma boa notícia para quem reconhece a importância da preservação histórica. A trajetória da família Lamego mostra a contribuição de Campos para a formação de importantes coleções documentais brasileiras. O curioso é que muitos campistas conhecem o nome Lamego pelas ruas e avenidas, mas desconhecem a dimensão intelectual dessa família. Seus acervos continuam servindo de referência para estudos sobre o Brasil colonial e imperial, permitindo que novas gerações tenham acesso a documentos de grande valor histórico. É uma ligação entre Campos e a história nacional que merece maior divulgação nas escolas e instituições culturais.
Campos receberá, no próximo dia 13, uma apresentação sobre os novos passos do Porto Central, empreendimento em desenvolvimento no município de Presidente Kennedy, no Espírito Santo. O encontro acontecerá no auditório da Firjan e deverá reunir representantes interessados nas oportunidades que o projeto pode oferecer. O Porto Central está entre os grandes investimentos portuários previstos para a Região Sudeste. Sua implantação pode beneficiar empresas e prestadores de serviços do Norte Fluminense. Outro ponto importante é a perspectiva de uma ligação ferroviária entre o Espírito Santo e Campos, antiga reivindicação regional. Uma ferrovia dessa dimensão facilitaria o transporte de cargas e ampliaria a integração econômica. O assunto merece atenção do empresariado campista.
Até que enfim a Enel resolveu aparecer e vai dar a luz de sua graça no Centro de Campos neste Natal. A concessionária italiana participará da decoração natalina do Centro Histórico, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A parceria com a Prefeitura foi anunciada pelo prefeito Frederico Paes, que também agradeceu à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) pela responsabilidade assumida na iluminação da Catedral Diocesana. A decoração do templo será entregue no próximo dia 29. A iniciativa promete valorizar o patrimônio arquitetônico e tornar a região central mais atraente durante as festas de fim de ano. O comércio agradece e os campistas em geral também. Depois de tantos boletos, luzes de Natal são mais que bem-vindas.


Quem gosta de histórias curiosas vai saborear esta, que mistura música internacional, gastronomia e o litoral de Campos. Era o ano de 1993, quando Madonna desembarcou no Brasil pela primeira vez, trazendo a turnê The Girlie Show. A apresentação no Maracanã entrou para a memória dos fãs, inclusive pela cena em que a cantora apareceu vestindo uma camisa do Flamengo. Depois do espetáculo, havia uma mesa reservada para a estrela no restaurante Satyricon, em Ipanema, um dos endereços conhecidos da gastronomia carioca. Segundo a história contada na época, o proprietário, o italiano Miro Leopardi, decidiu preparar um prato especial para a artista que era vegetariana. A escolha foi um pargo, peixe conhecido pela carne branca e delicada. Madonna teria apreciado tanto o prato que quis saber qual era aquele pescado. A curiosidade ganhou repercussão e o pargo passou a ser chamado de “peixe da Madonna”. Até aqui, uma história interessante de uma estrela mundial no Rio. Mas existe um detalhe que aproxima o episódio diretamente de Campos. Segundo o relato atribuído ao proprietário do restaurante, o pargo servido à cantora havia sido pescado no litoral campista, na região da Barra do Furado, próxima ao Farol de São Thomé. Naquele período, a atividade pesqueira regional tinha importância comercial e o pargo estava entre os produtos enviados para mercados internacionais, inclusive a Itália. O episódio mostra como um produto do nosso litoral alcançou uma mesa frequentada por uma das maiores artistas da música mundial. Uma curiosidade que atravessou décadas e merece espaço na memória regional. O peixe era de Campos. A fama acabou chegando a Madonna.


A Enel estuda proposta da Prefeitura para parceira com luzes de Natal no Centro de Campos. A concessionária italiana poderá participar da decoração natalina do Centro Histórico, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A possível parceria com a Prefeitura foi anunciada pelo prefeito Frederico Paes, que também agradeceu à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) pela responsabilidade assumida na iluminação da Catedral Diocesana. A decoração do templo será entregue no próximo dia 29. A iniciativa promete valorizar o patrimônio arquitetônico e tornar a região central mais atraente durante as festas de fim de ano.