



Começou nas águas do Rio Paraíba do Sul a história da padroeira do Brasil. O legado de fé e devoção teve início no ano de 1717, em São Paulo. Em outubro daquele ano, três pescadores pescavam em Guaratinguetá, cidade situada no Vale do Paraíba, quando encontraram o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Pouco depois, a cabeça também foi encontrada. Após o resgate, os pescadores vivenciaram um milagre: suas redes, antes vazias, começaram a se encher de peixes, quase afundando seus barcos. O acontecimento foi interpretado como um sinal claro da intercessão de Nossa Senhora.
Em 1904, a imagem foi coroada solenemente. Em 1930, Nossa Senhora Aparecida foi declarada Padroeira do Brasil pelo Papa Pio XI. Em 1980, a Lei nº 6.802 oficializou o dia 12 de outubro como feriado nacional.


Em Campos, há uma igreja que tem como padroeira a mesma do país. A paróquia Nossa Senhora Aparecida foi erguida em 1995, no Parque Lebret, bairro que fica no subdistrito de Guarus. Para a edição impressa desta semana, a reportagem do J3 News visitou a unidade. A equipe do J3 foi recebida pelo padre Carlos Augusto Duncan, pároco da comunidade local.
“É uma paróquia que tem sua importância ao redor, porque está situada em uma região carente, que necessita de suporte não somente material, como espiritual. Estar nesse lugar e ajudar as pessoas a buscar consciência através da ajuda de Deus, é essencial”, comenta. A paróquia possui ainda um centro pastoral, situado em frente à sua entrada lateral, que recebe crianças através das aulas de cataquese.
Ele explica ainda que a paróquia é a matriz, com outras comunidades pertencentes a ela em seu território. São elas as capelas da Imaculada Conceição, no Parque Guarus; de São Mateus, no Parque São Mateus; de Santa Faustina, no Parque Boa Vista; e a zona pastoral de Santo Expedito, onde ainda não há uma capela construída. “Tenho confiado a intercessão de Santa Dulce dos Pobres nessa zona pastoral, visando desenvolver essa espiritualidade, essa essência da caridade aos mais necessitados”, diz.


Administração e missão católica
Responsável pela comunidade católica local desde 2024, o padre Carlos Augusto conta ainda como funciona a administração das paróquias e capelas da região. “Como toda a realidade eclesiástica, temos uma administração única. Cada unidade tem a sua arrecadação, mas a gestão é do Pároco da matriz local. É uma gestão unificada. Desta forma, os custos paroquiais são divididos, assim como da mesma forma, quando uma unidade precisa e não tem arrecadação suficiente, o caixa da matriz garante essas melhorias. Como foi recentemente na colocação do ar-condicionado na Imaculada Conceição e pode ser em breve na construção da capela de Santo Expedito”, explica.
O padre, que assumiu o comando da paróquia de Nossa Senhora Aparecida em Campos após fazer mestrado em teologia na Espanha, acrescenta ainda sobre a missão do catolicismo, que estende para além das missas. “Precisamos viver a comunhão de bens. A igreja tem esse papel formador de consciência de extrema importância aqui no bairro. A missão que Cristo deixou à igreja não está restrita aos muros dela. Ela deve sim, interferir positivamente na vida das pessoas, fazer a palavra de Deus cair na vida das pessoas como uma semente que vai crescendo e dando seus frutos”, enfatiza.