

Por todos os seus caminhos, o J3 Run Fest sempre foi recheado de histórias inspiradoras de vitórias e superações. Com a quarta edição do festival há menos de um mês de distância, é momento de relembrar o sucesso de quem levou a prática da vida saudável para o mais alto lugar dos pódios.
A próxima edição do J3 Run Fest está marcada para o dia 20 de setembro, e as inscrições seguem abertas, pelo site Ticket Sports. Desta vez, o festival traz três percursos principais, com 3km, 5km e 10km, de forma a abranger o público para todos os níveis de experiência e competitividade no maior festival de corrida de rua da região.
Na última edição, O Desafio das Pontes, Daiana Berriel venceu a prova feminina de 10km, e na masculina, Isael Nunes ficou com o ouro. Já nas provas de 5km, o pódio foi liderado por Jullyana Ribeiro e Gabriel Pio. Para as modalidades de Pessoas Com DeficiÊncia (PCDs), os primeiros lugares ficaram com Cátia Valéria e José Francisco.


Correr para evoluir
Técnica de enfermagem, Daiana pratica atividade física desde os 15 anos, mas somente há quatro teve mais contato com a corrida. Nos últimos dois anos, decidiu direcionar a prática para a performance e entrou em competições. Segundo ela, o ponto de virada foi em uma prova em Mariana, quando terminou em segundo lugar geral.
“Depois dessa corrida de Mariana, eu não parei mais. Comecei a correr e resolvi cada dia melhorar mais. Decidi saber o limite do meu corpo, aonde eu posso chegar”, conta. Ela já havia participado de outras edições do J3 Run Fest. Em março, aceitou o desafio de 10 km e conquistou o primeiro lugar. “Foi um evento muito grande, bem organizado. Esse J3 Run Fest foi surpreendente, muito alegre e valorizando bem o atleta”, avalia.
A vencedora da prova de longa distância ressalta que a preparação para as competições inclui quatro treinos semanais de corrida, musculação e alimentação regrada. Em 2025, ao completar 40 anos, Daiana colocou a meta de disputar 40 corridas. Chegou a participar de 38, e subiu ao pódio em todas. “Não importa o ritmo, o que importa é constância, determinação e foco”, adiciona.
Jullyana também transformou uma motivação inicial em relação duradoura com a corrida. Professora de Educação Física e mãe, ela começou na esteira em 2009 para emagrecer, e com o incentivo de um professor da academia, chegou às provas de rua e percebeu que o esporte já fazia parte integral da sua vida.


Força fora da pista
Para Jullyana, a vitória em Campos foi um momento especial. “Correr em casa tem um gostinho diferente. É emocionante e parece que a torcida dá uma energia a mais. Durante o percurso, ouvir um ‘Vai, Juuuu!’ é simplesmente arrepiante”, diz. Ela venceu os 5 km com a torcida de familiares e amigos, após acompanhar outras edições do J3 Run Fest como torcedora.
Jullyana destaca que o resultado depende de uma rede de apoio. Profissionais de corrida, força, nutrição e recuperação, além da família, ajudam a tornar possível a rotina da atleta. “Quando eu cruzo a linha de chegada, não chego sozinha. Levo comigo todo o amor, incentivo e apoio que recebo em casa”, afirma.
Gabriel Pio, campeão masculino dos 5km, reside no Estado do Espírito Santo, corre desde os 15 anos e, aos 31, acumula pódios em diferentes provas. O Desafio das Pontes foi a sua primeira corrida em Campos. “Quando a gente nunca correu na cidade, fica um pouco mais ansioso. Mas gostei bastante da corrida. Foi muito bem organizada e o percurso é muito bom”, afirma.
Depois da primeira experiência, Gabriel pretende retornar em setembro para dobrar o desafio. “Dessa vez eu estou bem melhor do que no início do ano, com o acompanhamento do meu treinador eu pretendo ganhar os 10 km”, antecipa.


Superação a cada prova
Na categoria PCD, Cátia Valéria e José Francisco mostram o poder da corrida e os resultados da perseverança. Cátia conheceu o esporte durante o tratamento contra o câncer, em um momento que enfrentava a depressão. Ao ser acolhida em um grupo de corrida, a sua relação com o esporte ajudou a lidar com a doença.
O Desafio das Pontes também foi sua primeira participação competitiva, e apesar da felicidade com o primeiro lugar, o mais importante para Cátia foi terminar o percurso sem parar. “Cada corrida para mim é um desafio, porque eu não desisti de viver. E a corrida foi a minha transformação”, compartilha.
Mesmo em acompanhamento médico e convivendo com sequelas do tratamento, Cátia mantém uma relação constante com o esporte. “Hoje eu não corro para acrescentar dias à minha vida. Eu corro para acrescentar vida aos meus dias”, adiciona.
José Francisco é policial penal, e encontrou na corrida uma forma de melhorar o condicionamento físico e cuidar da saúde mental. Com pelo menos três treinos por semana, procura seguir as planilhas do grupo de corrida que participa, e o primeiro lugar foi recebido como confirmação do empenho. “Foi uma grande honra chegar em primeiro. É satisfatório vermos os treinos trazendo resultados com nossas evoluções”, conta.
Com a adição de uma categoria inclusiva no festival, José Francisco tem uma boa perspectiva da prova. “Fico feliz com a inclusão de Pessoas com Deficiência nas corridas de rua, que vem crescendo de forma importante no Brasil, garantindo a participação de atletas com mobilidade reduzida, deficiência visual, intelectual ou física”, completa.