

Em coletiva de imprensa, a delegada titular da 134ª Delegacia de Polícia, Carla Tavares, detalhou a frieza e tranquilidade do autor ao relatar como matou e carbonizou o corpo da garota de programa. Kelen Santos Pereira, de 25 anos, foi encontrada morta no dia 30 de janeiro, na estrada de Lagoa de Cima, em Campos dos Goytacazes. O autor foi preso na manhã desta quinta-feira (12), em cumprimento de um mandado de prisão temporária na zona rural de SFI.
De acordo com a delegada Carla, a Polícia Militar encontrou o corpo da vítima recém carbonizado, e impossibilitado de identificar. No mesmo dia, a delegacia recebeu uma ocorrência sobre uma garota de programa que teria desaparecido após ter encontrado um cliente conhecido por um histórico violento.
Kelen foi espancada com uma peça de uma motocicleta, após discutir com um cliente, na residência dele, no bairro Jockey Club. Seu corpo foi levado até a estrada de Lagoa de Cima, e carbonizado.
Investigação
A partir das informações dadas por uma testemunha, amiga da vítima, sobre as características físicas do autor e o carro usado no crime, os agentes iniciaram as diligências. De acordo com Carla, a Polícia Civil teve apoio das Câmeras de Monitoramento do Centro de Controle Operacional da cidade, que flagraram o crime.
Carla narra que, após o crime, o autor saiu de sua residência com a vítima morta enrolada no interior do carro, parou num posto de gasolina, abasteceu o veículo e comprou etanol, líquido usado para atear fogo na vítima. Esse foi o segundo encontro entre o autor e a vítima.
Sobre a motivação do crime, ele alega que foi um desacordo contratual com a vítima. “Ele alega que contratou um tipo de programa, chegando ao local ela não concordou de fazer como havia combinado e aí ele começou a discutir com ela…Durante a discussão ele enforcou a vítima, que acabou desmaiando. Foi quando ele pegou uma canela de motocicleta e desferiu contra a vítima.” Disse a delegada.
O acusado não possui passagens pela polícia, no entanto, Carla salienta que o mesmo é um elemento “extremamente perigoso”. “É um modus operandi muito característico de quem procura mulheres em extrema situação de vulnerabilidade porque sabem que são mulheres que têm muita dificuldade em procurar a delegacia para denunciar, tanto que ele não tinha outras ocorrências envolvendo outras garotas….”
“A Polícia está aqui para proteger todas as mulheres, todas as vítimas, pessoas que sofrerem qualquer tipo de crime, precisam procurar a delegacia. Essa é a nossa resposta, vamos investigar e prender.” Finalizou Carla.