

Com a chegada do verão e o aumento da exposição ao sol, os cuidados com a saúde ocular precisam integrar a rotina diária, assim como a proteção da pele. O alerta é do oftalmologista Guilherme Araújo, diretor responsável pelo OftalmoPrime, no BedaPrime, que chama atenção para os riscos da radiação solar à visão e para o aumento da incidência de doenças oculares nesta época do ano.
Segundo o especialista, o uso de óculos escuros com proteção contra os raios ultravioleta é indispensável. “A radiação UV pode causar danos cumulativos à retina ao longo da vida. Por isso, é fundamental utilizar óculos que realmente tenham proteção ultravioleta”, ressalta. Ele explica que não se trata de escolher marcas específicas, mas de adquirir o produto em óticas de confiança, com certificação adequada e, sempre que possível, com orientação médica.
Entre os problemas mais frequentes do verão estão as conjuntivites, que podem ter diferentes origens. As formas alérgicas costumam aumentar devido à poeira, ao vento e a agentes irritantes, enquanto as conjuntivites virais também apresentam alta incidência no período. Guilherme Araújo faz um alerta importante: “Nem todo olho vermelho é conjuntivite. Irritação, lacrimejamento e vermelhidão podem estar relacionados a outras condições, e o uso indiscriminado de colírios pode piorar o quadro”.
A prevenção das conjuntivites, especialmente das virais, envolve cuidados simples, como lavar bem as mãos e evitar coçar os olhos, já que o contato é a principal forma de transmissão. O médico orienta que não se utilize colírios, soro fisiológico ou água boricada por conta própria. “Qualquer sintoma persistente deve ser avaliado por um oftalmologista”, reforça.
Em situações de emergência, comuns durante o verão, como acidentes na praia ou em ambientes externos, o oftalmologista explica que traumas oculares provocados por areia, corpos estranhos ou produtos químicos — como shampoo ou protetor solar — exigem lavagem imediata e abundante dos olhos. “Nesses casos, o soro fisiológico é o mais indicado. Se não houver, a água corrente já ajuda a minimizar os danos até a avaliação médica”, orienta.
Óculos escuros
Outro ponto de atenção envolve o uso de óculos escuros sem grau por pessoas que necessitam de correção visual. De acordo com Guilherme Araújo, o problema não é a ausência do grau, mas a falta de proteção UV. “Óculos escuros de baixa qualidade podem ser ainda mais prejudiciais, porque a pupila dilata e permite maior entrada da radiação ultravioleta, aumentando o risco de lesões na retina”, explica.
Por fim, o oftalmologista reforça a importância do acompanhamento regular da saúde ocular. Mesmo sem sintomas, a recomendação é realizar consultas oftalmológicas anuais, enquanto pacientes com doenças específicas podem precisar de avaliações mais frequentes. “Prevenção e acompanhamento são fundamentais para preservar a visão no verão e ao longo de toda a vida”, conclui.